Dorival "Bernardinho" Júnior.


"Um belo animal" - Giovanni de Marzio, olheiro da Juventus de Turim, sobre Cessay Momodou, ao observar a jovem promessa de Gâmbia em um Mundial sub-17.


Há 3 anos, o levantador Ricardinho tentou se achar maior que a Seleção Brasileira de Vôlei. E se deu mal. Sem dó, muito menos piedade, foi cortado do grupo que disputaria os jogos Pan-americanos, no Rio de Janeiro.

Para Bernardinho não importava a perda de seu maior craque. Àquela altura, a harmonia de sua equipe era bem mais valiosa que qualquer desempenho individual. Explicitamente, o vitorioso treinador ensinava que nenhum atleta, por melhor que seja, se sobrepõe à camisa que veste.

Há uma semana, o jovem Neymar tentou se achar maior que o Santos F.C, instituição que dispensa apresentações em qualquer lugar da galáxia. Agora há pouco, foi cortado do grupo de jogadores relacionados para o clássico contra o Corinthians, a ser disputado nessa quarta-feira. Explicitamente, o ótimo Dorival Júnior ensina que nenhum jogador de futebol, por mais genial que seja, está acima de um clube de tantas tradições.

E, creiam nisso, quando a maturidade enfim chegar, a joia santista agradecerá pela oportunidade de ter esbarrado com um professor que lhe disse "não".


Andrigo é de origem humilde, como a grande parcela dos artistas da bola do país pentacampeão. A mãe vende sanduíches e o pai é segurança desempregado. Deslumbrada pelo ilusório sucesso precoce e revoltada com o Colorado Gaúcho, que considera, acertadamente, o guri uma mera promessa, a família resolveu radicalizar. Do nada, decidiu por afastar seu filho das fileiras do atual campeão da Libertadores.

E o show de horrores não para por aí. Em seu transcorrer, a matéria descreve o assédio de empresários, ou "ajudantes morais", como preferem dizer. Fala sobre uma absurda obrigatoriedade de que Andrigo se vista dos pés à cabeça com roupas de uma única marca. Cita o veículo Honda, "presente" de um de seus "ajudantes", a Seu Paulo Roberto Araújo, o pai. E, por fim, revela toda a debilidade do menino ao trazer à tona sua prepotência: " Falam para eu não me preocupar porque vou ganhar no futuro, mas não é justo ganhar menos do que quem chegou agora", foi o que disse, ao reclamar do seu ainda pequeno salário.

Alguém precisa agir, gente. A situação é séria. Não se trata de um caso isolado. Mas sim de uma geração de Neymares que vem se formando no futebol brasileiro. E não dá para colocar a culpa nos guris, meras mercadorias, animais de fazenda, sendo preparados para o abate.

É necessário coibir a atuação dos empresários. Ou então, pelo menos se criar regras rígidas para o trabalho deles. É essencial que as famílias recebam orientação adequada, para que, no afã de escaparem da pobreza, não atirem seus filhos aos lobos.

Enfim, é indispensável que o futebol brasileiro cuide com mais carinho de suas pedras preciosas. Afinal de contas, não é todo dia que aparece um Dorival Júnior para ajudar a lapidá-las.

E você, torcedor santista, não se zangue com seu treinador. Um jogo, mesmo que contra um rival de peso, não é nada. Mas perder, tão cedo, um talento como Neymar, seria uma enorme tragédia.
Por Roberto Junior

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