Parceria para inglês ver...


Há muito o futebol europeu se tornou um cruel sequestrador de talentos e, de forma previsível, tem como sua vítima preferida o chamado "terceiro-mundo".

Ano após ano, janela após janela, jovens valores ganeses, nigerianos, argentinos, mexicanos e de outras tantas nacionalidades são seduzidos pelas muitas promessas de uma vida melhor, para si próprios e para suas famílias, argumento infalível utilizado pelos "criminosos" do mundo da bola no momento de aliciar suas vítimas.



No fim das contas, os tais países subdesenvolvidos transformaram-se em meros criadouros, fonte de matéria-prima futebolística para o rico estrangeiro. É a versão moderna da colonização de exploração, sofrida no passado histórico, e transportada agora para os gramados.

E o Brasil não foge à regra. Às vezes, ainda bem, até surgem os Santos da vida, com a coragem necessária para proteger seus filhotes dos lobos, mas atitudes assim, mesmo com toda boa vontade de enxergar nelas uma tendência, são e continuarão raras, vide a venda do colorado Taison ao desconhecido Metalist, da Rússia.

No entanto, embora isolada, a decisão do Peixe em não ceder às pressões do Chelsea é revestida de um significado especial, não de um marco inicial de uma nova era, como insistem alguns, mas pelo menos da tomada de consciência de que é possível sim, dizer "não" aos mihões de euros do Velho Continente.

Tal reflexão, é claro, interessa, ou deveria interessar bastante ao Fluminense. Famoso formador e vendedor de joias, o clube das Laranjeiras é um dos grandes lesados com a política imperialista dos corsários europeus.

Porém, parece que o momento de estabilidade e sucesso dentro de campo não será acompanhado da mudança de mentalidade em certos aspectos administrativos, desejo tão forte da torcida quanto a conquista do título brasileiro.

Foi noticiada no início da semana, a possibilidade de uma "parceria" entre o Flu e o inglês Chelsea, motivada pela contratação de Deco, ex-jogador do time londrino. Segundo o vice-presidente de futebol Alcides Antunes, os "Blues" exerceriam preferência em futuras negociações envolvendo atletas do Tricolor Carioca, puro eufemismo para a oficialização da abertura de Xerém ao livre transitar de parasitas do esporte.

Sim, amigos, apenas o livre transitar de parasitas do esportes, ou vocês acham que um dos clubes mais poderosos do Planeta e "reconhecido" aliciador irá querer com o Fluminense algo além de transformá-lo em uma portentosa parideira de boleiros?

Parcerias, sem aspas, com agremiações bem estruturadas seriam bem-vindas a qualquer equipe nacional. Há muito a se aprender com um Barcelona, por exemplo, cujo time titular é quase inteiro oriundo das divisões de base. Entretanto, o Flu que se cuide, pois essa conversa tem todo jeito de ser daquelas para boi dormir bem profundo...

Por Roberto Junior


1 comentários:

  1. Infelizmente essa diretoria só deu bola fora com garotada. Se Cuca não tivesse comprado a briga em 2009, sei não esse ano seria o caos. Poderíamos forma uma equipe só de jogadores que foram vendidos a preço de banana. Felizmente revelamos muitos talento e não temos cacife e nem peito pra segurar os meninos.

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