Pretérito imperfeito.



As últimas linhas sobre a Copa...

Aconteceu mesmo, não é conversa fiada. Nem sei se tem haver com futebol, mas foram lembranças que me vieram à cabeça, assim que vi a Holanda começar a dar pancada na partida contra a Espanha. Coisa de doido ou, talvez, de quem enxerga o futebol tal qual um mini-retrato da vida. Com acréscimos e tudo, como diz o Flávio Gomes.


O fato é que um dia, não vem ao caso o mês, nem mesmo o ano exato, eu tive uma namorada chamada Holanda. Não era esse o nome e, sim, o sobrenome. Mas também não interessa. É apenas uma lembrança e estas não têm identidade. A Holanda era uma moça diferente. Não por ser minha namorada, mas por ser de jeito raro mesmo. Simples, meiga, humilde. Sim, foi uma paixão forte, confesso. Mas, de novo, não importa.


Eu sou de cidade pequena, é preciso dizer antes de continuar. Com isso, acabei saindo muito cedo de casa para estudar um pouquinho melhor. E não me arrependo, caso queiram saber, embora tenha perdido algumas passagens boas comuns à juventude de qualquer pessoa. Mas vamos lá, o Blog não é muro de lamentações.


A verdade é que um dia chegou a vez da Holanda ganhar o mundo e lá se foi ela em direção ao Rio de Janeiro. Ah, o Rio. Durante muito tempo tive uma certa mágoa da Cidade Maravilhosa, por ter me levado alguém tão querida. Fui bobo, gritem aí.


Selvas de pedra são sempre perigosas. Oferecem muitas oportunidades, mas se você não tiver cabeça, só faz besteira. Se bem que nem sei se a Holanda as fez. Não deu tempo. Ela me largou antes. No entanto, uma certeza eu tinha: minha ex-Holanda estava diferente.


Assim como a Holanda, a que fica na Europa, esteve nessa Copa.


Talvez não desse para jogar como em 74, concordo.


Só que havia Sneijder, Robben e Van der Vaart, rostos que atuaram na última Euro, quando deu gosto de ver o time jogar. Para que então, tranformar uma orquestra sinfônica em um grupo de operários sem o menor tato para a música dos gramados?


Vencer a qualquer custo e ser igual aos outros. Duas grandes bobagens em que o ser humano insiste acreditar.


No final, a Holanda, o time de futebol, fez feio, tal qual fez a Holanda, a que me abandonou. Serão apagadas da memória, graças a Deus.


Ainda bem que a vida é sempre aberta a novos amores, como há alguns tempo é a Luana e, desde domingo, é a Espanha.


Uma boa noite e um abraço a todos!


Por Roberto Junior


2 comentários:

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