Por que eu tenho de odiar o São Paulo?


Editorial ZDA

O São Paulo F.C, clube e torcida, são um bocado "arrogantes" sim. Mas como não ter orgulho de si próprio depois de se tornar o time mais vitorioso e estruturado do Brasil nos últimos anos?

Fosse o Fluminense, confesso que eu teria o mesmo arzinho "petulante" dos fãs do Tricolor Paulista.

Geralmente é assim mesmo. Grandes campeões carregam consigo essa pose de superiores que intimida e irrita os adversários. Schumacher e Romário, por exemplo, estão aí para provar.

Mas, embora compreensível, esse "ódio" à agremiação do Morumbi deveria ficar restrito apenas ao plano esportivo.

Queiramos ou não, o São Paulo F.C, o da torcida "arrogante", é aquele que mais se aproxima do modelo ideal de gestão para um clube de futebol no país.

Gasta só o necessário, não se afoba para vender seus melhores jogadores, permaneceu um bom tempo com um único treinador e, ainda por cima, configura uma das poucas vozes abertamente discordantes dos mandos e desmandos da CBF.

Ah, sim. Nem tudo é perfeito. O pouco aproveitamento dos garotos da divisão de base na equipe principal e o tal aliciamento de atletas talvez possam ser consideradas as maiores falhas do tricampeão mundial. Porém, convenhamos, quem não gostaria de atuar no São Paulo hoje em dia?

Na Gestão Empresarial existe uma ferramenta chamada "Benchmarking" que, a grosso modo, consiste em um método por meio do qual uma empresa examina como outra realiza uma função específica a fim de melhorar como realizar a mesma ou uma função semelhante. Em resumo, fico pensando por que, ao invés de achincalharmos nosso melhor exemplo, não absorvemos os conceitos que o levaram ao topo?

Triste a decisão da Confederação-mor de antecipar a janela de transferências depois de já ter emitido um comunicado, onde mantinha a determinação anterior.

Lamentável perceber que a maior paixão nacional é cada vez tomada por decisões políticas.

E que o Internacional não se sinta vitorioso. No fim das contas, o Colorado Gaúcho periga a ter vendido a alma ao diabo à toa. Rafael Sóbis, Renan e Tinga, os prováveis incritos na Libertadores, estão sem ritmo de jogo. Lançá-los de titular agora é por em risco a performance de um time certinho e que poderia superar o São Paulo com o grupo atual.

Não custa lembrar de 97, quando o Cruzeiro contratou Bebeto, Donizete, Gonçalves e Alberto especialmente para a final do Mundial. O resultado? Trágica derrota por 2 a 0 e a certeza de que não havia a necessidade de mudar o time na última hora.

A bola costuma punir, a bola costuma punir.


Por Roberto Junior


2 comentários:

  1. Amigo, fala sério! É isso mesmo! Acho que no fundo é um pouquinho de inveja do meu tricolor, apesar de nós são-paulinos estarmos reclamando tanto das últimas perfomaces. Beijos!

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  2. Lamentável perceber que a maior paixão nacional é cada vez tomada por decisões políticas. [2]

    Concordo plenamente. E que venha a Copa do Mundo!

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