A hora de Messi.


Diego Maradona não foi um grande craque apenas pelo seu talento com a bola nos pés, mas, sobretudo, por sua capacidade de se destacar nos momentos decisivos. Foi assim em 86, nos duelos contra Inglaterra, Bélgica e Alemanha.

Lionel Messi já é um grande craque. Tal como seu hoje treinador, a pequenina “Pulga” se destaca pelo brilho nas horas complicadas. Só que, diferentemente do seu mestre, ainda há um porém em sua trajetória: falta a explosão defendendo as cores da Seleção Albiceleste. Pelo menos essa é a reclamação de seus críticos e secadores mais severos.

Disposto a encerrar de vez o falatório, Messi chegou a África inspirado. Boas apresentações contra Nigéria e Coreia do Sul pareciam encerrar de vez as insolentes dúvidas a respeito de sua categoria. No entanto, bastou uma atuação apenas razoável contra o México para que o som das vuvuzelas voltassem a atormentar seus ouvidos. “É uma decepção”, cornetaram logo alguns sábios do futebol.

Sábado, a Argentina encara seu maior desafio no Mundial. O adversário, a Alemanha, é a melhor equipe da competição até aqui. É jovem, vibrante, tem uma defesa segura, um meio-campo onde todos sabem jogar e um ataque em estado de graça. Seria favoritíssima à vaga, caso do outro lado do campo não estivesse o herdeiro do trono de Maradona.

Não que a tarefa de Messi seja tão árdua quanto a de Dieguito há 24 anos. A Argentina de agora, com feras do calibre de Tévez, Verón e Higuaín é muito melhor do que era a de Ruggeri, Burruchaga e Valdano, e, claro, companhia qualificada sempre ajuda. Entretanto, o aguardado confronto de campeões é a hora certa para que o jogador do Barcelona desencante de vez e se firme definitivamente como o melhor jogador da atualidade.

Escrevi uma vez que “Leo” se tornara o Pelé da minha era e assim como meu pai me contava as façanhas do Rei, eu narraria as do argentino a meu filho. Mantenho firme a opinião, mas confesso que falta um capítulo importante na história : o da Copa do Mundo.

Quem sabe seu marco inicial não será o dia 03 de julho de 2010…


Por Roberto Junior


2 comentários:

  1. É perfeitamente possível Messi fazer um partidaço e a Argentina ser eliminada, certo? Ainda mais com uma defesa pouco confiável.

    Infelizmente, se ele não ganhar uma Copa, não será tratado com o devido respeito, assim como Cruijff e Zico. Vão diminuí-lo a "jogador de clube".

    NInguém vai lembrar que ele perdeu pra uma Alemanha talentosíssima e/ou pra um Brasil jogando em casa (tomara, 50 de novo não!).

    Deixando o lado torcedor, que Messi consiga seu lugar na história do futebol. Ele merece.

    Abraço.

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  2. Se a Argentina pretende ser campeã do mundo, está na hora de aparecer Messi, pois este confronto contra a Alemanha e fundamental ter Messi no seu melhor. Como se diz por cá: "Quem têm unhas que toque viola"
    Grande abraço.
    Ricardo Fernandes.

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