ENTRE O "ÃO" E O "INHO"

Hora de “malhar o Judas” na seleção brasileira, bem ou mal já se escreveu e se leu de tudo, muitas vezes esquecendo e ultrapassando que são os mesmos intervenientes que outrora “brindaram” a nação brasileira com glórias e conquistas memoráveis. Muitos provavelmente terão problemas de memória e são os mesmos que “malham” hoje e endeuzavam no passado. Sobretudo, não se pode esquecer ou minimizar que das 19 Copas do Mundo já realizadas, o Brasil chegou em sete finais vencendo cinco, embora sendo o maior vencedor de Copas, a maior probalibilade é de não conquistar a Copa do Mundo, embora pensemos sempre que o título esta no “papo”. Talvez o maior pecado nesta campanha foi ou tivesse sido a falta de “experiência” de quem comandava, experiência em muitos aspectos e áreas de atuação que incorpora o comando de uma “super-seleção”, até porque ninguém joga para perder ou oferece tão pouco de si em prol de uma conquista tão almejada como é o título de uma Copa do Mundo. Agora e hoje fala-se no futuro como sendo a solução de/para tudo bastando apenas trocar a comissão técnica e estará salva a seleção brasileira e o futebol brasileiro. Em minha opinião a reflexão e a questão é muito mais complexa e muito maior do que escolher o “ão ou o inho”.
É inquestionável que o Brasil continua sendo como á 10, 20, 30, 40 ou 50 anos atrás, o maior e melhor “celeiro” de futebolistas do mundo, hoje até mais que antes, pois vemos praticamente em todas as seleções, jogadores brasileiros naturalizados, poucas são as excessões que fogem a esta regra. Contudo e com a evolução também do futebol, só a técnica “tupiniquim” já não é certeza de sucesso ou glórias. Os outros povos também evoluiram e chegaram mais perto da técnica do futebolista brasileiro, todavia o que realmente evoluiu e “complicou” a hegemonia brasileira foi o aspecto da preparação física dos atletas, os “europeus” progrediram e evoluiram muito em novos métodos incurtando as diferenças entre sul-americanos e europeus. Sem falar nos aspectos tácticos do jogo que com mais ou menos ofensividade muitas vezes têm feito a diferença.
Um outro aspecto que me parece importante e eu já tinha ouvido dos antigos, que as conquistas da Seleção Brasileira tiveram sempre uma base de dois ou três clubes brasileiros aproveitando o entrosamento e o conhecimento dos atletas para rapidamente introduzir automatismos e táticas já incorporadas nestes atletas. Não será à toa que os finalistas da Eurocopa 2008 e semi-finalistas desta Copa do Mundo 2010, Espanha e Alemanha possuam e trabalhem em cima efetivamente do entrosamento de atletas que jogam em um ou dois times. Reparemos que a Espanha parece um “combinado” Real-Barça (7 jogadores do Barça, sendo que 5 são titulares da seleção: Piqué, Puyol, Busquets, Xavi e Iniesta, (5 jogadores do Real Madrid, sendo 3 titulares: Casillas, Sergio Ramos e Xabi Alonso; já a Alemanha com 4 jogadores do Bayern de Munique como titulares: Lahm, Schweinsteiger, Klose e Muller, além de Podolski que jogou 3 temporadas com estes atletas no Bayern.
Essa “encruzilhada” não é previlégio do futebol brasileiro, pois a seleção e o futebol argentino sofre da mesma "enfermidade" incurável , “a priori”. Como eu referi , a solução não é só uma questão de escolha "do ão ou do inho”, é preciso refletir, novos métodos, opções, comprometimentos, etc …pensemos!!! ......pois a Copa 2014 já é... amanhã.


1 comentários:

  1. Falou bem Ricardo, a seleção brasileira precisa de renovação, mas esta renovação já teria de ter começado nesta copa. Mas infelizmente o Dunga não pensava assim.

    ResponderExcluir

Seja Bem Vindo ao Zona do Agrião!


- Não deixe de Comentar;
- Aproveite para ser um de nossos seguidores;
- Mande suas sugestões;

Obrigado pela visita,

Equipe Zona do Agrião!

 

Flickr Photostream

Botafogo Flamengo Fluminense Vasco
Corinthians Palmeiras Santos São Paulo
Atlético MG Cruzeiro Grêmio Internacional

Twitter Updates

Meet The Author