O futebol informa: camisa não ganha Copa!



Por Roberto Junior

Todo setor de trabalho tem aquele funcionário que se acha dono do lugar. Se há uma promoção ele a quer, se existe uma viagem em vista é ele quem merece ir e, pior, se chega um colega de trabalho novo, coitado, ele não ensina nada. Acontece com todo mundo e, mal comparando, no futebol também é assim.

Véspera de Copa do Mundo é sempre a mesma coisa. Favoritos? Brasil, Alemanha, Argentina, Itália, França, Inglaterra e, de uns anos para cá, Espanha e Holanda são os nomes repetidos por 10 entre 10 apostadores. Zebras? “Ah, ninguém não, na hora H a camisa pesa”, é o provérbio mais utilizado para se descartar qualquer possibilidade de surpresa no Mundial.

Façamos, porém, uma breve defesa daqueles que creem na mesmice futebolística. As estatísticas demonstram realmente que para efeito de título, os papões se revezam. Intrusos como a Bélgica, em 86, a Bulgária e a Suécia, em 94, ou a Croácia, em 98, aprontam, no máximo, até as semi-finais. Está lá claro na frieza dos números.

No entanto, como tudo no mundo, o esporte mais popular da Terra é sujeito a mudanças. O Muro de Berlim caiu, agora a China bebe Coca-Cola – Adorava o RPM – e até nosso país possui uma economia estável. Por que então acreditar que o futebol não sofreria mudanças em sua ordem mundial?

A primeira a provar o amargo sabor dos novos tempos foi a França, despachada para casa por Uruguai e México. Em que pesem os muitos problemas internos, nada garante que os Bleus traçariam caminhos felizes mesmo se estivessem em paz.

Outros grandes sofrem junto.

Alemães e ingleses, por enquanto, apenas fizeram para o gasto e terão que se matar nas oitavas, o que pode ocorrer com brasileiros e espanhóis, caso a Fúria consiga a classificação diante do bom Chile – uma eliminação precoce não seria surpresa.

Da Itália, melhor nem falar. Participação lamentável dos atuais campeões, diferentemente da Argentina que, embora jogando o futebol mais agradável até aqui, corre risco contra o perigoso México.

Em algumas empresas, hoje em dia, ainda vale a política do “tempo de casa”. Todavia, várias delas, as mais competitivas inclusive, procuram valorizar a competência ao invés dos “anos de serviço”. Dessa forma, não é absurdo imaginar que os deuses do futebol estejam tomando umas boas aulinhas de Gestão Empresarial e querendo repassar a lição de que apenas camisa não ganha jogo. Que Brasil , Argentina e Holanda, os tranquilos sobreviventes, abram os olhos!


2 comentários:

  1. o Japão a Coréia o USA entre outros estão ai pra provar isso... belo post!

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  2. Caro RJ é bom lembrar que a zebra mora na Africa.

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