Será que vale a pena ficar, Felipe?


Não vêm de hoje as especulações a respeito de uma possível saída de Felipe Massa da Ferrari. Vettel e agora Kubica, por exemplo, foram apenas dois dos nomes de eventuais substitutos do brasileiro na escuderia italiana. Nada de anormal em se tratando de um "circo" tão dinâmico quanto o da Fórmula 1, onde o disse-que-disse acaba por incorporar-se à rotina dos paddocks.

Como, por enquanto pelo menos, tudo não passa de mero falatório, não vale a pena discutir se a casa do Cavalinho Rampante está certa ou errada em dispensar o seu, no momento, segundo piloto. Isto é papo para outra hora.

No entanto, toda a lenga-lenga em torno da suposta demissão suscita um questionamento que o próprio piloto poderia se fazer: será que, em termos de progresso na carreira, vale a pena permanecer na Ferrari?

Massa chegou a Maranello em 2006, para ocupar a vaga de Rubens Barrichello.

De lá até aqui, foram 11 vitórias, 30 pódios e 15 Pole Positions. Bons números é claro, mas se analisados de forma isolada.

Os problemas do filho de Seu Titônio começam quando é feita uma (inevitável) comparação com seus companheiros de equipe desde a estreia em seu atual carro.

No primeiro ano, a briga era contra Schumacher. Luta inglória e que não demandava exigências. O alemão era "somente" o heptacampeão da categoria.

Depois, foi a vez do "relaxado" Kimi Raikkonen que, entre uma vodka e outra, ainda abocanhou a taça de 2007, perdida por em meio a alguns erros nas corridas iniciais do ano.

Já em 2008, a pedra não estava ao lado, mas no terreiro do vizinho. Em uma disputa sensacional no GP do Brasil, Hamilton levou a melhor, deixando a sensação de que Massa perdera a maior chance de ser campeão do mundo na Fórmula 1.

Por fim, apareceu Alonso, que, com toda a categoria que lhe é peculiar, aos poucos vem tomando conta do espaço alheio e parece pintar como a grande aposta ferrarista para a temporada.

É preciso deixar claro que nunca tive expectativas desmedidas em relação a Felipe. Bom caráter e bom piloto que é, sempre achei que ele pudesse - e pode - vir a vencer um campeonato, mas jamais o encarei como o tal substituto de Senna nas manhãs de domingo, aliás, a maior bobagem em que pode crer quem acompanha automobilismo.

Desta forma, o objetivo aqui não é discutir a capacidade do rapaz e sim debater até que ponto é saudável para Massa permanecer em um bom emprego, mas à sombra de um talento acima da média. Assim como fez um certo "Rubinho"...

Um abraço, pessoal!
Por Roberto Junior






1 comentários:

  1. O grande problema é que o Alonso faz questão de ser o primeiro piloto, não aceita de jeito nenhum esse lance de dividir as coisas. Mas para se dar bem na carreira, sair da Ferrari só para ir para Red Bull ou McLaren, pq andar pra trás não rola...

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