Geração Chelsea.


Acompanho o futebol internacional desde os idos de 87, 88, mais ou menos. À época, ainda um guri de uns 8 anos de idade, acordava domingo bem cedo a fim de assistir às partidas do Campeonato Italiano pela TV Bandeirantes. O "salve, salve, meus amigos..." do narrador Silvio Luiz logo passou a fazer parte da minha vida.

Em tão longinqua e saudosa era, três eram os times de minha preferência. O Milan dos holandeses Van Basten, Gullit e Rikjaard, a Inter dos alemães Mathaus, Brehme e Klinsmann e o Nápoli do trio sul-americano Maradona, Careca e Alemão.

De forma previsível, com o passar dos tempos e a chegada da tal da globalização, a paixão pela pelota jogada no estrangeiro só fez aumentar. Da Bundesliga na TV Cultura à Premier League na ESPN e no Esporte Interativo acabei por me tornar um maníaco por tudo o que acontece de melhor e mais importante, sobretudo no Velho Continente.

No entanto, mesmo com toda essa empolgação para com o estrangeiro, jamais esqueci da maior paixão futebolística que sempre tive e terei em toda existência: o Fluminense F.C.

Ontem à noite, antes de dormir, fiquei imaginando como seria se eu tivesse um filho e se ele acompanhasse comigo o domingo esportivo.

Pela manhã, veríamos o massacre do Chelsea sobre o pobre Wigan. 8 gols, bicicleta de Drogba, uma defesaça de Petr Cech e muita, mas muita organização na hora da entrega da taça em uma cerimônia de arrepiar até quem não é muito fã dos Blues de Abramovich.

Provavelmente, agora o guri ligar-me-ia no trabalho para que eu lhe comprasse uma camisa do Lampard ou um agasalho do Terry.

Depois daquele cochilo pós-almoço e umas latinhas de cerveja, partiríamos para o grande jogo da rodada, pelo menos para o pai coruja: Ceará X Fluminense, na estreia Tricolor no Brasileirão.

"Pai, esse Willians não joga nada!". "Pai, de onde veio esse Marquinho?","Pai, coitado do Conca!", "Pai, eu vou é torcer é pelo Chelsea". Acho que essas seriam as pérolas que RJotinha diria ao aturar a péssima atuação da equipe do pobre Muricy Ramalho ontem, diante do Vozão do nordeste.

Quase no fim da transmissão da partida que definiu o título inglês, me chamaram a atenção alguns comentários de telespectadores lidos pelo narrador: "O Chelsea é minha vida", "Enfim, conseguimos", " O Chelsea é o maior de todos", são apenas poucos exemplos.

Ora amigos, não há do que reclamar. Como fazer um garoto amar um time que só lhe faz sofrer?

Os clubes do país precisam abrir o olho. À medida que o futebol europeu ganha força por aqui, nossas agremiações perdem torcedores e, por consequência, dinheiro.

A não ser quem é cruzeirense, são-paulino, colorado e, vá lá, flamenguista, não anda tendo muitos motivos para comemorar.

Para quem está formando personalidade agora é mais fácil torcer por Manchester ou Barcelona. É a Geração Chesea, cada vez mais exigente.

Pensem nisto, dirigentes...


Uma ótima noite e um abraço a todos!


Por Roberto Junior


1 comentários:

  1. Como é bom ver um time entrar em campo sem volantes e massacrar os fracos adversários...

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