Será que Dunga está mesmo de olho?


"Dunga está de olho". Assim o jornal Lance!, em sua edição de 13 de abril, fez a chamada para a matéria onde esmiúça as atuações desse fim de semana, dos 24 jogadores que foram convocados pelo técnico da Seleção Brasileira para o amistoso contra a Irlanda, derradeiro teste antes da Copa.

O resultado foi assustador. Desse total, apenas míseros 4 atletas tiveram desempenhos destacados na rodada, sendo que 2, Elano e Gilberto Silva, são dos mais contestados por imprensa e torcida e outro, Grafite, não tem sua convocação nem sequer assegurada.

O assunto não é novo. Aqui mesmo, acho que mais de uma vez até, já chamei a atenção para a fase complicada que vive uma boa parcela dos homens de confiança de Dunga. Do meio para a frente sobretudo, é notório o inferno astral que assola o grupo Canarinho, inclusive Kaká, aquele que deveria ser o oásis de talento nesse time que prima mais pela eficiência do que pela arte.

É claro que alguns deles, tais como Lúcio e Daniel Alves sofreram do que podemos chamar de somente "um dia ruim". Acontece com todo mundo. No entanto, a terrível verdade é que às vésperas do Mundial, o Brasil se apega a uma Seleção que, mais do que nunca, terá de se privilegiar do peso da camisa e da força do conjunto, sua maior arma desde que Dunga assumiu o comando.

Diante desse quadro desolador, tomo a liberdade de fazer uma crítica construtiva ao Diário dos Esportes, quando da elaboração da referida matéria. Ora, amigos, é claro que Seu Carlos Verri não está de olho em nada ou, caso contrário, precisa urgente de um bom oftalmologista.

Não é possível que o capitão do tetra não veja o brilho de Ganso e Neymar. Não é possível que não se encante com a polivalência e a eficácia de Hernanes. Não é possível que não enxergue que Júlio Baptista é solenemente ignorado na Roma.

Como de praxe, os dunguistas de plantão virão aqui reclamar. Alegarão que os números - Ah! os números - indicam um trabalho vencedor.

Com todo o respeito a vocês, nobres companheiros, dessa vez quero que os algarismos fiquem presos aos livros de matemática.

Enquanto espanhóis, argentinos, ingleses e holandeses jogam bola, a Seleção de Dunga se garante na transpiração. Coisa que os outros também fazem. Em qualquer área, quando disputamos contra os melhores, precisamos de um diferencial competitivo. Algo que nos torne ainda "melhores" . Algo que o Brasil de Dunga ainda não tem.

Uma boa noite e um abraço a todos!


Por Roberto Junior (Colaborador de futebol internacional)



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