SER CAMPEÃO NO PASSADO NÃO BASTA NO PRESENTE


Algumas equipes, independente do esporte que praticam, sempre buscam no passado, a justificativa da sua primazia e se esquecem do presente. Muitos esportistas, seja qual for sua modalidade, acreditam que apenas sua história pregressa, seria o trunfo essencial para sua supremacia. Ledo engano. O Brasil gastou 24 anos para recuperar de fato sua primazia no futebol mundial, e apesar de ter possuído esquadras potencialmente campeãs, assistiu de camarote seus maiores rivais igualarem seus feitos, sem o menor escrúpulo. Passeando por casos mais específicos, gostaria de salientar dois exemplos que são notórios sobre o tema. Um é um time de futebol, o outro um piloto de F-1. Não quero apresentar uma analogia, mas apenas criar uma introdução para o real conteúdo deste Post, que não é sobre futebol, e sim sobre F-1. Vou me restringir a pequenos “pitacos” como diz minha amiga Angela, e prestigiar os amigos.


O time em questão é o Palmeiras. Já publiquei inúmeros Posts, rebati críticas e esclareci o ponto nerval por várias vezes. A verdade é que o Palmeiras não possui um "DE LOREAN"! Como seria bom ver o “PALMEIRAS DE VOLTA PARA O FUTURO”! Eu, particularmente, sou árduo defensor do passado, pois sem ele não escreveríamos o presente, nem planejaríamos o futuro. O Palmeiras se perde neste último quesito, PLANEJAMENTO. Clube envolto num manto de incompetência, interesses pessoais e visão retrógrada. Parece um “filme B” do “Poderoso Chefão”, com “Dom Belluzzo” e seus “filhos” tentando restaurar a hegemonia às vezes no grito, às vezes na bravata, e sempre caindo no ridículo. As intenções são as melhores possíveis, mas o Palmeiras não pode viver só de boas intenções. Parece que estou sendo duro demais, mas tenho certeza que os palmeirenses se cansaram de ser coadjuvantes e figurantes.

Michael Schumacher e sua Mercedes

O piloto em questão é Michael Schumacher. Dono de um currículo de fazer inveja, que provavelmente ficará imbatível nos números, está sentindo o amargo gosto da verdade. Quando digo que jamais será batido nos números, muito mais se deve a estiagem de talentos que ocorreu nos seus anos dourados, somados a uma série de fatores, que vão desde privilégios na equipe até suas inúmeras “vigarices”, que marcaram sua carreira, talvez até mais do que seu fantástico talento. Quando digo que está sentindo o amargo gosto da verdade, faço apenas coro a um dos maiores pilotos que já existiu, Stirling Moss, que já alertara para o fato de Schumacher colocar sua carreira em risco, correndo em pé de igualdade com um piloto competitivo como Niko Rosberg. Hoje, “Schumi” é número “DOIS”, e fico muito triste quando vejo os mais jovens, formarem opinião sobre Schumacher apenas sobre os últimos anos.


Ross Brawn: "Andamento de Schumacher é um problema"

Pela primeira vez, um dos responsáveis da Mercedes GP admite que o andamento evidenciado por Michael Schumacher nestas primeiras corridas da temporada está sendo um problema. Mais curioso é o fato da afirmação pertencer a Ross Brawn, diretor da equipe germânica, admitindo ainda que a falta de ritmo demonstrada por Schumacher em comparação com Nico Rosberg "é difícil de entender"."O andamento de Schumacher é um problema", afirmou Brawn à revista Auto Motor und Sport, explicando os pontos em que o veterano alemão mais apresenta dificuldades."Os seus problemas são difíceis de entender. Não são as curvas difíceis mas as tecnicamente mais simples onde ele tem dificuldades. Até agora, ele estava se aproximando cada vez mais do Nico, por isso, o que aconteceu na China foi completamente contra a maré", observou.

NEM SEMPRE QUEM VENCE MAIS É DE FATO O MELHOR

Senna e Schumacher após o GP da França de 1992

O mundo globalizado de hoje exige resultados. Sejam nos governos, nas empresas, nas nossas próprias vidas. No esporte não é diferente. Já se foram os tempos românticos de outrora e hoje não há espaço para os perdedores. Porém, existe um fato que jamais poderá ser apagado da história, seja ela onde for ou existiu: O TALENTO! Quando vasculhamos o baú da história, nos deparamos com pessoas e situações tão inusitadas quanto os resultados obtidos. Vencer é importante, mas convencer é muito mais. Os registros podem apontar para um fato, mas eles podem ter sido distorcidos ou manipulados, em prol de interesses de pessoas ou grupos, como de fato podemos vivenciar em nossa própria história, a história humana e suas inúmeras distorções. As ilusões criadas pela mídia, pelos governos, pelas religiões, visam aplacar a sede humana pela busca incessante do conhecimento maior, do absoluto.

Stirling Moss

Voltando para o esporte, mais especificamente a Fórmula-1, realmente nem sempre quem vence mais é de fato o melhor. Se essa lista fosse para o maior piloto de corridas perfeitas, “redondas”, haveria um forte argumento para colocar com direito Stirling Moss no topo. Sucesso em carros esportivos, carros de turismo e ralis destacou em todas as categorias que disputou a amplitude do seu talento. Porém, nunca foi Campeão na F-1. Foi quatro vezes Vice-Campeão consecutivamente de 1955 a 1958. Tendo aprendido a sua arte ao lado de Juan Manuel Fangio na Mercedes-Benz, em 1955, Moss se tornara cada vez mais rival do argentino, mostrando-se grande o suficiente para ser Campeão. Depois da aposentadoria de Fangio, Moss assumiu o manto do melhor piloto do mundo até a sua queda, num acidente em Goodwood, em 1962. Este acidente na Inglaterra forçou a aposentadoria prematura de Moss.

Stirling Moss vencendo o GP da Argentina em 1958

Entre suas 16 vitórias em GPs de F-1, algumas foram das maiores vitórias da história: Batendo Fangio por mais de três minutos em Pescara, em 1957; vencendo o GP da Argentina em 1958 com um Cooper de dois litros; derrotar em 1961 as Ferraris que eram favoritas em Mônaco e em Nurburgring com sua Lotus. Moss pode nunca ter vencido um campeonato do mundo, mas seus colegas usam como referência, os seus próprios desempenhos, para julgarem sua importância dentro da F-1. Fangio não teve vida fácil como muitos analisam, pois havia além de Stirling Moss, Giuseppe “Nino” Farina, Alberto Ascari e Mike Hawthorn, todos Campeões na época. Além de Moss, existe outro Vice-Campeão que deixou saudades: Gilles Villeneuve. Um acidente horrível na qualificação para o Grande Prêmio da Bélgica em1982, tirou a vida de um dos maiores talentos que a F-1 já viu. Falando em seu funeral, Jody Scheckter disse: "I will miss Gilles (“Vou sentir saudades de Gilles”), por duas razões. Primeiro, ele foi o piloto mais rápido na história do automobilismo. Em segundo lugar, ele era o homem mais genuíno que já conheci.”

Gilles Villeneuve

AUTOSPORT ELEGE SENNA COMO O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS



A revista inglesa AUTOSPORT, publicou na sua edição de 10 de Dezembro de 2009, uma enquete envolvendo 217 pilotos, para escolher quem foi o melhor piloto de F-1 de todos os tempos. Para quem não conhece, a revista AUTOSPORT é uma revista semanal, publicada toda quinta-feira no Reino Unido, e que é muitas vezes referida como a “Bíblia” do esporte motorizado. Sua primeira edição foi publicada em 1950, por George Grant, coincidindo com a semana inaugural do Campeonato Mundial de Fórmula-1, com o Grand Prix de Silverstone. Esta pesquisa representa a votação mais abrangente, jamais feita antes, em que são envolvidos os sobreviventes dos primórdios da F-1 dos anos 50, como o argentino José Froilan Gonzalez até o piloto mais bem sucedido de todos os tempos, Michael Schumacher. Do piloto mais velho, ainda vivo, Paul Pietsch, com 98 anos até o primeiro filho de piloto de F-1 da década de 90, Jaime Alguersuari. São 809 Grand Prix disputados, mais de 9 mil largadas e mais de 270 vitórias, incluindo o atual Campeão Jenson Button, neste júri seleto, que envolve Campeões e vencedores de todas as gerações.

Jim Clark

Esta lista representa a opinião dos grandes, dos vencedores de Grand Prix, daqueles que assistiram e viveram a emoção de pilotar ao lado dos maiores pilotos da F-1, daqueles que puderam admirar a arte de pilotar dos seus pares até aqueles que tenham sido atordoados pelos seus companheiros de equipe lendária, ou até aqueles cujas carreiras na F-1 tenham sido tão fugaz como o piscar de um olho. Dentre todos, talvez o maior talento natural já visto na Fórmula 1, Clark parecia não entender por que ele era tão rápido, e foi destruindo tempos, recordes e rivais. Ele formou uma relação extraordinária com o patrão Colin Chapman, o que significa muitas vezes ele tinha o carro mais rápido. Assim equipado, Clark dominou e poderia ter ganhado mais de dois títulos, não fosse a pouca confiabilidade do equipamento. Em máquinas menos competitivas, Clark mostrou que poderia lutar contra todas as probabilidades. O Lotus 49 e Clark foram feitos para uma combinação impressionante e o título de 1968 certamente teria caído para o escocês se ele não tivesse sido morto em Hockenheim, em uma corrida de Fórmula-2.

Michael Schumacher

Estatisticamente, o piloto de maior sucesso na história da F1, Michael Schumacher dominou totalmente o esporte no início desta década. Famoso por seu ritmo implacável e capacidade suprema em fazer tempos rápidos em momentos cruciais nas corridas, Schumacher bem que poderia ser chamado de piloto mais completo da Fórmula-1. Às vezes polêmico e sempre intransigente, Schumacher, como a maioria dos campeões, tinha muita vontade, velocidade e Racecraft. Mas a sua ética de trabalho, capacidade física e capacidade de mobilizar as equipes em torno dele eram as qualidades que realmente fez ele se destacar. Depois de levar seus dois primeiros títulos mundiais com a Benetton em 1994 e 1995, Schumacher levou sua equipe com ele para a Ferrari e não só acabou com o jejum de títulos da Ferrari, como a transformou numa equipe imbatível. Com Schumacher a bordo, Maranello fez sucesso sem precedentes. O alemão marcou 72 vitórias e cinco títulos consecutivos de pilotos de 2000-2004. Schumacher traz junto a si, a “mancha” de ser um piloto desleal, que busca a vitória a qualquer custo.

Ayrton Senna

Provavelmente mais rápido do que qualquer outro piloto de sua época, ou talvez de todas, com 41 vitórias e três títulos mundiais, Ayrton Senna também tinha uma raia cruel como nenhum outro. Antes de sua morte em Ímola, em 1994, sua habilidade incrível foi exibida com algumas vitórias sensacionais, como o seu recorde de seis, sendo cinco consecutivas em Mônaco e as exposições famosas de virtuosismo em tempo molhado no Estoril em 1985, na sua primeira vitória e em Donington Park, em 1993, que lhe valeu uma placa como a “Melhor Volta da História da Fórmula-1”. Ele será lembrado tanto por sua disputa com o arqui-rival Alain Prost, um homem com quem ele dividiu um desprezo mútuo após um argumento de ordens de equipe na McLaren em 1989, no GP de Imola, como também por protagonizarem a maior rivalidade já vista na história da fórmula-1. Decidiram títulos em Suzuka, em dois anos sucessivos, de forma polêmica em 1989 e 1990. Nos anos que seguiram, houve uma aproximação de ambos, o que não escondia uma admiração mútua que sentiam um pelo outro. Ayrton Senna era um homem que simplesmente tinha tanta autoconfiança de que ele não poderia imaginar a idéia de ser batido. Foi chave para a sua grandeza e seu maior defeito. Senna foi a personificação mais próxima que um piloto chegou de Jim Clark. Rankings são formados e as polêmicas ressurgem. Quem foi o maior? Seria Ayrton Senna? O debate vai correr e correr, e a discussão sobre a reivindicação para ser o maior, eterna...



F1’S GREATEST DRIVERS

WE PERSUADED 217 WORLD CHAMPIONSHIP F1 HEROES TO VOTE FOR THE ALL-TIME GREATEST

20º) MARIO ANDRETTI


19º) RONNIE PETERSON


18º) JACK BRABHAM


17º) LEWIS HAMILTON


16º) ALBERTO ASCARI


15º) MIKA HAKKINEN


14º) JOCHEN RINDT


13º) NELSON PIQUET


12º) EMERSON FITTIPALDI


11º) NIGEL MANSELL


10º) GILLES VILLENEUVE


9º) FERNANDO ALONSO


8º) STIRLING MOSS


7º) NIKI LAUDA


6º) JACKIE STEWART


5º) JIM CLARK


4º) ALAIN PROST


3º) JUAN MANUEL FANGIO


2º) MICHAEL SCHUMACHER


1º) AYRTON SENNA

Senna “The Best Ever”

Você pode concordar ou discordar deste Ranking, mas vale lembrar que ele foi determinado por 217 pilotos, como eu já expliquei em detalhes. Achar que os próprios profissionais que praticam o esporte são míopes, seria muita presunção da nossa parte. Algum de vocês já segurou um volante de um F-1 e sentiu o que é estar dentro destes bólidos pelas pistas afora? Será que alguém aqui tem noção do que é fazer uma curva como a Eau Rouge, em Spa-Francorchamps na Bélgica, acima dos 300 km/h? Mesmo assim, claro que muitos vão ter opiniões distintas. Eu tenho meu próprio “TOP 5", e tenho certeza que muitos vão ter os próprios “TOPs", sejam lá de quantos forem. O propósito deste Post é mostrar que a grandeza se mede pelo respeito ao passado, presente e futuro. No futebol, todos são grandes. O Palmeiras da Academia, o Santos de Pelé, o São Paulo da eficiência, o Corinthians da superação. Temos mais gigantes pelo Brasil... Vasco, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio, Internacional, Goiás, Sport e todos os outros clubes, porque não vai dar para escrever tudo aqui. Cada qual com a sua grandeza e história!



E É CLARO, TEM O GLORIOSO XV DE PIRACICABA!



ESTOU FALANDO SOBRE F-1, MAS AQUI CONTINUA PALMEIRAS!





1 comentários:

  1. como é bom te-lo de volta... feliz da vida!! saudades das suas ideias... =)... amigo tenho novidades!! quero falar com vc!

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