O que é ser bom técnico no Brasil?


Editorial ZDA

Cuca tinha quase 70% de aproveitamento no comando do Fluminense. Foi demitido.

Andrade foi campeão brasileiro e, mesmo a duras penas, classificou o Flamengo para as oitavas da Libertadores. Foi demitido.

Ricardo Gomes foi semi-finalista do Paulistão, mas perdeu a vaga na decisão para o melhor time do Brasil. Na principal competição sul-americana, eterno xodó são-paulino, vai bem obrigado. Foi chamado de "burro".

Silas Pereira vinha de uma ótima série de invencibilidade no Grêmio, está na decisão do Gaúcho e nas quartas da Copa do Brasil. É impiedosamente criticado nos Pampas.

Adilson Batista, já há um certo tempo, é o responsável por armar um dos melhores times do país. Bastou a perda de um mísero Estadual para que uma china azul caísse sobre suas costas.

Até no Corinthians, equipe de melhor campanha na primeira fase da Libertadores, há falação na cabeça de Mano Menezes.

Ora amigos, afinal de contas, o que é ser bom treinador?

É armar o time de modo a apresentar um futebol vistoso?

Nessa eu concordo, mas quem, a não ser o Santos, joga bonito por aqui?

É vencer todos os torneios que disputa?

Quase impossível,sobretudo em um país onde há várias forças futebolísticas.

É escalar quem a torcida quer?

Incoerente. Torcedor - tô nessa - não acompanha o dia a dia de treinamentos.

Confesso que tudo isso me confunde.

Na Europa, o Manchester levou 4 anos para ganhar alguma coisa sob o comando de Sir. Ferguson. Paciência recompensada, não é preciso dizer.

No Arsenal, Wenger e seus meninos não comemoram um título desde 2005. Nem por isso, o Emirates Stadium anda vazio.

No Barça, a temporada está a perigo, com a possível - não provável - perda da Liga dos Campeões e da Liga Espanhola. E daí? A menos que não queira, Pep Guardiola certamente estará no comando de Messi e companhia na próxima época.

Não seríamos nós - diretores e torcedores e, por que não, jornalistas - um tanto impacientes?

Vivemos exigindo modificações de mentalidade no futebol brasileiro, mas somos os primeiros a nos recusar a mudar.

Estranho, né?

Uma boa noite e um abraço a todos!


Por Roberto Junior


1 comentários:

  1. Aqui no Brasil o futebol é mais do que apenas entretenimento. É uma ferramenta para que a população esqueça do sofrimento do dia-a-dia. É por isso que muitos sacrificam o pão de cada dia para assistir a um jogo do seu time.

    Por isso, não se pensa a longo prazo. Todos querem resultados aqui, agora, e se não aparecem, é hora de mudar de treinador. Claro, é muito mais fácil trocar um treinador do que o time inteiro.

    E é com essas políticas populistas que os dirigentes dirigem os times, tornando a profissão de treinador a mais instável do país!!!

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