Quando eu era pequeno...



Nostalgia pouca é bobagem...



Na última terça-feira, passeando pelo Blog do jornalista Flávio Gomes, me deparei com uma foto que, confesso a vocês, me emocionou sobremaneira. Não só pela imagem em si, mas, sobretudo, pela avalanche de boas lembranças que soterrou minha mente no momento.
Há divergências quanto a seu local de origem. Segundo o próprio Flávio, ela foi tirada às vésperas do Grande Prêmio da Àfrica do Sul, em 1984, naquela que seria a segunda corrida de Ayrton Senna na Fórmula 1. No entanto, vi alguns companheiros afirmarem categoricamente que a joia foi captada no Canadá, quando dos preparativos para a corrida de Montreal, naquele mesmo ano. De qualquer forma, não importa. Existem passagens nessa vida imensa que são atemporais e independem de lugar para se tornarem especiais.
Nela, perfilados como um legítimo time de futebol, 12 pilotos de uma época onde a categoria máxima do automobilismo mundial era menos "séria" e, como diria uma criança, bem mais legal.
Em um primeiro momento, foi difícil reconhecer todos. Apenas Patrese (o segundo em pé, a partir da esquerda), Mansell (o terceiro), Alboreto ( o sexto) e, claro, Ayrton Senna foram, de pronto, identificados por essa memória que já foi um pouco mas afiada.
Além deles, compunham a equipe outros nomes interessantes. Logo após Mansell, por exemplo, estava um sorridente Andrea de Cesaris, um dos retardatários mais terríveis da História do automobilismo mundial. Já o primeiro rapaz em pé, era Stefan Beloff, ao lado de Senna, uma das grandes promessas da época. Agachado, como se dono da bola fosse, temos o falecido Elio de Angelis, figura querida por todo o Circo.
A esta altura da leitura, vocês devem estar imaginando o que a tal foto tem de tão extraordinário a ponto de ter quase me levado às lágrimas. Porém, embora simples, em suas entrelinhas, a visão desses 12 heróis da infância juntos, se confunde a minha própria trajetória.
No começo de 1984, eu tinha apenas 4 anos de idade. Por incrível que pareça, lembro de cada detalhe das manhãs de domingo, quando meu pai me acordava cedo para acompanhar as corridas.
Na ocasião, Senna ainda não era o grande Senna e meu velho nutria uma simpatia pelo francês Alain Prost. Sentimento esse, que virou admiração eterna em seu filho.
Tudo era simples e, assim como a Fórmula 1, também mais legal.
Não havia pressa, não havia prazos. Não havia a corrida por ganhar dinheiro. Não havia inveja.
Havia somente a velha escolinha municipal. A "Tia" Aninha. As peladas no campinho.
O tempo passou, a Fórmula 1 mudou, assim como a vida deu suas rápidas voltas.
Da foto, muitos se foram, a maioria mortos no exercício da profissão.
Da vida, se foram a ingenuidade, as "Tias" e o campinho.
Na Fórmula 1, chegaram Alonso, Schumacher, Massa e Hamilton.
Na vida, vieram os chefes, o stress e a correria.
Quanta saudade...
Uma ótima tarde e um abraço a todos!


Por Roberto Junior


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