Uma história de sucesso

É hora de mudar. Essa é a frase correta e não de parar.
O verbo parar é muito forte, reflete algo que está paralizado, não é o caso, é hora de movimento.

Tem um texto que é atribuído a Paulo Coelho, chamado Encerrando Ciclos que explica esse momento: " Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram."

Nalbert é um exemplo.
É o único jogador brasileiro campeão nas três categorias do vôlei brasileiro. Capitão em Atenas. Líder de uma das nossas gerações de ouro, hoje anunciou o encerramento de sua carreira como jogador via Twitter:

“É galera, chegou a hora de parar. A gente sabe que atleta é assim mesmo, dá um frio na barriga mas a vida continua. As boas lembranças serão eternas”

É isso mesmo Nalbert. Como esquecer todas as glórias, a empolgação, a superação em todas as contusões que sofreu? A tristeza marca? Sim, mas a superação também. O Técnico Bernadinho, no livro Transformando Suor em Ouro, narra como Nalbert se tornou o capitão daquela geração, como acordava cedo, treinava, treinava e treinava... o resultado? Nós vimos em Atenas, naquela magestral Olimpíada.

Hoje, Nalbert é casado, tem uma filha e muito trabalho nesta nova fase. Um momento de vida pessoal e porque não, férias?
Como todo bom esportista e apaixonado, sonha em trabalhar ainda com vôlei, não como treinador, quer estudar e ser dirigente.


A carreira
O crescimento de Nalbert no esporte foi precoce e ele se acostumou a subir no lugar mais alto do pódio ainda criança com as conquistas do Mundial em três categorias: infanto-juvenil (1991, aos 17 anos), juvenil (1993, aos 19) e adulto (2002, aos 28).

Mas a carreira não foi feitas apenas de alegria e também ficou marcada pelas contusões. Pouco antes das Olimpíadas de Atenas, o ponta foi submetido a uma cirurgia para a correção de um rompimento no tendão do ombro esquerdo. Não desistiu. Determinado, se mostrou firme e com uma recuperação que surpreendeu até os médicos esteve presente nos Jogos e voltou com a medalha de ouro.

Com mais um ciclo encerrado, decidiu mudar de ares e investir na praia, onde ficou por um ano em parcerias com Guto e em seguida Luizão. Ele admitiu que não conseguiu repetir nas areias o sucesso das quadras.

"Acabou não dando certo, mas vendo a realidade vejo que foi bom, são esportes completamente distintos. Para ser top tem que investir só em um deles. E a transisção dura muito tempo, eu quis pular etapas, cheguei na praia quando Ricardo e Emanuel estavam no auge. Não consegui achar o parceiro ideal", avaliou.

Nalbert sentiu saudades dos tempos das quadras e decidiu voltar. Em 2007, faturou a Liga Mundial com a seleção brasileira. No mesmo ano, acertou com o Minas, mas no início dos treinamentos sofreu uma grave lesão no ombro direito, que o afastou dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

Em agosto do mesmo ano, foi submetido a uma nova cirurgia, mas uma nova reviravolta marcou a carreira do atleta, quando foi convocado para a lista de Bernardinho para a Liga Mundial. Aos 34 anos, apostou nos Jogos de Pequim. Mas dois meses antes sofreu um novo corte. No fim da carreira voltou às areias.

A decisão de parar foi no início deste mês de fevereiro. A última vez em que ele atuou foi no dia 28 de novembro, quando caiu na fase eliminatória da etapa de Salvador do Circuito Brasileiro de vôlei de praia. Na ocasião, ele desfez a dupla com Franco, seu último parceiro nas areias, onde jogou a partir de 2005." Uol Esportes

AGRADECIMENTOS:

 
O Capitão agradece a todos que ajudaram a escrever essa história vitoriosa, mas podemos dizer que nós, apaixonados por vôlei, que agradecemos:


Nalbert, obrigada por tudo: pela dedicação, liderança, exemplo, superação, mas... principalmente por esse exemplo apaixonado, de quem ama o que faz. Isso sim, é muito gostoso de ver e conquista fãs( ou torcida) por onde passa, não só no esporte.

1 comentários:

  1. Belíssima homenagem, Rafa, a esse que foi um dos maiores líderes que nossa Seleção já teve, ícone de uma das gerações mais brilhantes do esporte nacional!

    Valeu, Nalbert!!!

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