Stanford "Wayne" Bridge.


O jogo

A traição não será apagada. A dor ainda demorará a desaparecer. Mas, sem dúvidas, depois de hoje, Wayne Bridge está de certa forma vingado.
Em uma primeira etapa morna, o Chelsea dava a impressão de que não encontraria dificuldades para vencer o Manchester City. Com mais posse de bola, o time londrino dominava o jogo e aos 41 minutos abriu o placar em chute cruzado de Lampard, após bela enfiada de Joe Cole.
A alegria dos donos da casa durou pouco. Aos 43´, o sempre oportunista Tevez, aproveitou uma bobeira da defesa adversária e em uma linda jogada individual empatou a partida.
No segundo tempo, o panorama mudou radicalmente. Como se estivessem dispostos a honrar seu companheiro humilhado, os jogadores do City voltaram do vestiário com tudo. Em um contra-ataque fulminante, o galês Bellamy fez o gol da virada. Aos 29´, Tevez, de pênalti, marcou o segundo dele no jogo e na comemoração saudou Bridge, em gesto que demonstrou o quanto o elenco dos Skyblues estava solidário ao amigo.
A esta altura, o Chelsea, mesmo com 1 a menos - Belletti foi expulso no lance do pênalti, após falha bisonha - demonstrava algum poder de reação. No entanto, a expulsão do alemão Ballack enterrou de vez as esperanças dos Blues que ainda assistiram a Bellamy fechar o caixão a 5´do final do jogo.


A opinião


Para quem gosta de futebol, o sábado não poderia ter começado melhor. Embora o primeiro-tempo não tenha sido lá grande coisa, os 45´minutos finais compensaram, com juros e correção monetária, a lentidão inicial.
Antes mesmo de começar, a partida já dava sinais de que seria quente. Nos tradicionais cumprimentos, Wayne Bridge não estendeu a mão a John Terry, deixando o capitão dos Blues no vácuo.
Com a bola rolando, destaque para os infernais Craig Bellamy e Carlitos Tevez. O argentino aliás, a cada dia vai cavando seu espaço entre os melhores do mundo. Mesmo sem o cartaz de Kaká e Messi, por exemplo, o ex-corinthiano encanta por sua técnica e, sobretudo, por sua raça e entrega durante todo o tempo.
No Chelsea, os destaques, negativos dessa vez, ficam por conta de mais uma atuação abaixo da média de Terry, da pixotada de Belletti no lance que originou o pênalti para o City e da entrada criminosa de Ballack sobre Tevez, quase no final do confronto.
No fim das contas, o resultado teve sabores bem distintos para as duas equipes. Enquanto o Chelsea, que não perdia em casa havia 37 jogos, vê sua liderança seriamente ameaçada por Manchester United e Arsenal, o City recupera o direito de sonhar com a vaga na próxima Liga dos Campeões. A reta final do Campeonato Inglês promete! Um bom sábado e um abraço a todos!

Por Roberto Junior (Colaborador de futebol internacional)




1 comentários:

  1. Os Deuses do Futebol fizeram a justiça a favor do lateral. Só faltou um golzinho dele, para amenizar o seu sofrimento...

    Bela vitória do City!!

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