Lá vem o TJD de graça outra vez.



Lá vem o TJD de graça novamente.

Preocupado com a intensidade da discussão entre Marcelo Cordeiro e Carlos Alberto, ocorrida no clássico entre Vasco e Botafogo, o procurador-geral da ramificação carioca do controverso tribunal do esporte brasileiro pretende analisar o lance e, em suas palavras, nele verificar "se teve uma animosidade maior entre os jogadores ou algum tipo de ofensa e xingamento".
Ora, bolas. Futebol não é praça de guerra. Mas também está longe de ser um altar destinado a santinhos. Xingamentos, provocações, "pilhas", trocas de empurrões e coisas do gênero são comuns dentro das 4 linhas. Ainda mais em se tratando de uma decisão, onde os nervos quase sempre estão à flor da pele.
É lógico que tais elementos belicosos devem ser controlados. Violência, desrespeito, racismo e outros ingredientes nocivos não devem ser jamais aceitos. No entanto, a tarefa de agente fiscalizador não cabe a um tribunal externo, mas sim aos gloriosos árbitros.
Tudo bem que, humanos que são, muitas vezes os homens do apito não conseguem acompanhar de perto todos os detalhes de uma partida. Por vezes, cenas capitais escapam aos seus olhos e somente são flagradas pelas imagens de TV, que, aí sim, devem ser empregadas na aplicação de uma eventual punição.
Não foi o caso do embate entre Cordeiro e Carlos Alberto. Na jogada, o botafoguense tentou intimidar o garoto Phillipe Coutinho. A fim de proteger seu jovem companheiro, o capitão vascaíno partiu para cima do adversário e houve o conhecido "cabeça com cabeça".
Lance passível de sanção disciplinar durante os 90 minutos, é lógico. Mas nada de anormal do que geralmente acontece no cotidiano do futebol.
Há muito que é cobrada uma revisão no papel dos Tribunais de Justiça Desportiva no país. Polêmicos que são, os TJs corroboraram sobremaneira com a perda de crédito de algumas competições recentes em nosso futebol. Graças a algumas decisões arbitrárias, acabaram por implantar um "q" de desconfiança na cabeça do torcedor na hora de acompanhar a principal paixão nacional.
Confederações, clubes, jogadores, treinadores, árbitros, imprensa e torcida. Se o futebol tivesse uma receita, seriam esses seus ingredientes. Repare que nela não há espaço para procuradores,auditores ou para as dores da vida. Uma ótima noite e um abraço a todos!


Por Roberto Junior

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. STJD deveria era suspender o tal Nilton pela entrada que deu de no mínimo 4 partidas. Foi criminosa! O resto que tentarem fazer e historia, pois todos estavam com a cabeça quente. Afinal era um decisão

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  3. Acho q não deveriam existir esses tribunais. A palavra do árbitro é a final, e ponto. Com isso há muita margem para, como vc mesmo falou, julgamentos arbitrários, q não contribuem em nada.

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  4. A cada dia fica mais visivel a perseguição que o Vasco da Gama vem sofrendo dos Tribunais. Coincidência ou não, esse fato passou a acontecer depois da saida do Sr. Eurico Miranda da presidência do clube. Fica apergunta no ar: Seria essa postura dos tribunais uma forma premeditada para prejudicar o atual presidente Roberto Dinamite?? Na verdade ainda não tenho como responder a essa pergunta, mas que dá pra desconfiar, isso não resta dúvidas. Abraços meu caro Xará!!

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