Rafa Benítez começa a sofrer do "efeito Muricy".


Por quase 4 anos, Muricy Ramalho foi ídolo no São Paulo. Com títulos em sequência, o atual comandante palmeirense acabou por transformar-se - merecidamente, diga-se de passagem - no principal técnico em atividade no Brasil.
No começo de 2009, no entanto, a outrora feliz relação começou a ruir. Desgaste com alguns jogadores, choque de ideias com dirigentes e rusgas com a exigente torcida demonstravam ser favas contadas a partida do treinador para outras pairagens. Não deu outra. O fracasso na Libertadores e um início de Brasileirão abaixo das expectativas trataram de providenciar o fim do antigo - para os padrões do futebol brasileiro - amor.
À época, muito se discutiu a correção da atitude da diretoria do Tricolor Paulista. Alguns argumentaram - eu fui um desses - que a má fase era coisa passageira. Lembro de ter defendido a tese de que o São Paulo possuía a oportunidade de se tornar o Manchester United brasileiro, caso desse vida longa a Muricy, tal como os Diabos Vermelhos fazem com Sir. Alex Fergusson.
Não mudei de ideia. Continuo enxergando na permanência de um treinador por um longo período, um dos principais segredos para o sucesso de um clube. Todavia, salvo exceções como Mr. Fergusson, começo a crer que tais relações duradouras também têm prazo de validade.
O bola da vez que ajuda a sustentar minha nova crença é Rafa Benítez, técnico do Liverpool . Desde que assumiu seu posto nos Reds em 2004, o espanhol realiza um grande trabalho. Embora não tenha conquistado nenhum título da Premier League até aqui, Benítez foi o responsável direto por recolocar a equipe da Terra dos Beattles entre as principais forças da Europa, conquistando, de forma heróica, a Liga dos Campeões em 2005.
Para a temporada 2009/2010, a expectativa era das melhores. Com a base do time mantida, cartolas e torcedores de Anfield Road esperavam lograr êxito nas competições vindouras. Mas, até aqui, o panorama é deveras desalentador.
Já eliminado na Liga dos Campeões e na Copa da Inglaterra - depois de um vexame histórico diante do pequenino Reading - o Liverpool amarga, por enquanto, uma modestíssima 7º colocação no Campeonato Inglês. Do jeito que anda a coisa, periga perder até mesmo a vaga na próxima Liga Europa.
Está certo que, embora com algumas glórias já conquistadas, o grupo que Benítez tem nas mãos não possui a mesma qualidade do rival Manchester United, por exemplo. Falta um companheiro de nível para Fernando Torres no ataque. Somados ao problema ofensivo, estão o péssimo momento do irreconhecível Steven Gerrard e a ausência do volante Xabi Alonso, ex-termômetro do time, agora no Real Madrid. Contudo, não há como deixar de depositar na conta de Benítez, uma boa parcela de culpa pelos recentes fracassos.
Isso não significa que o espanhol seja incompetente. Pelo contrário. A julgar pelo material humano que tem à disposição, os resultados foram ótimos. Entretanto, assim como fez o também brilhante Muricy, talvez seja a hora ideal para uma mudança de ares e evitar um desgaste ainda maior com um clube no qual já tem seu nome gravado no hall dos grandes vencedores. Bom fim de semana e um abraço a todos!!!


Por Roberto Junior (colaborador de futebol internacional)

1 comentários:

  1. O momento do Liverpool é dramático mesmo. Os seus grandes craques não têm jogado nada!! A batata do Benitez tá assando, acho que logo logo ele cai...

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