O que os jogadores brasileiros (não) têm na cabeça?


Fred, Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Robinho, Rafinha, Jô e, agora, Anderson. Sem forçar a memória, foi possível escalar, em questão de segundos, quase um time inteiro de jogadores brasileiros envolvidos em problemas disciplinares na Europa, recentemente.
Tradicional especialista em produzir talentos dos gramados, nosso futebol, infelizmente, vem revelando uma indesejável faceta e se tornando também uma potência formadora de péssimos profissionais.
Mimadas, egocêntricas e mal orientadas, as estrelas - no sentido pejorativo da palavra - tupiniquins pensam que tudo podem. Rompem contratos, faltam a treinos e atrasam reapresentações como se fosse a coisa mais natural do mundo.
As esfarrapadas desculpas para os comportamentos inadequados são quase sempre as mesmas: o frio, os problemas de adaptação à cultura e a "falta de oportunidades" entre os titulares de suas equipes.
Não significa que seja fácil encarar temperaturas negativas. Ou que se acostumar com diferentes hábitos seja simples. Ou então, que um atleta tenha de se acomodar com a reserva. No entanto, nada justifica agir arbitrariamente contra quem lhe paga - e bem - os salários.
O mais triste, é que por muitas vezes compactuamos com tais atitudes. Desprezados no Velho Continente, a saída para alguns desses rebeldes sem causa tem sido retornar ao Brasil. Carentes de ídolos que estamos, os acolhemos de braços abertos como se nada houvesse acontecido. De forma inconsciente, ajudamos a alimentar cada vez mais seus já inflados egos.
O que os boleiros não percebem é que, aos poucos, as melhores portas do futebol mundial vem se fechando para o produto nacional. Hoje em dia, alguns clubes, graças aos seguidos problemas disciplinares preferem investir em sérvios ou africanos a arriscar ter problemas com alguém oriundo daquele que é, sem dúvidas, o maior celeiro de craques do Planeta. Se antes exportávamos para Itália e Espanha, hoje nos contentamos com Ucrânia e Arábia.
Ao ferirem a carne na alheia, nossos artistas da bola acabam não sentindo os respingos de sangue em seus próprios corpos.
Fica a pergunta: O que os jogadores brasileiros (não) têm na cabeça?

Por Roberto Junior (Colaborador de futebol internacional)

3 comentários:

  1. O jogador brasileiro, quando não tem um Telê da vida no início de sua carreira, fica deslumbrado com a fama e o dinheiro. E perde os limites. Como se fossem garotos mimados.

    Além disso, na maioria das vezes, o brasileiro chega na Europa pra ser o astro do time. Ídolo da torcida. Aí surgem aquelas regalias pro craque, e mais uma vez, o jogador que não não teve limites durante a formação acha que pode tudo. Dá nisso.

    Em tempo. O que o Anderson fez ?

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  2. Cara,os clubes se preocupam mais em formar jogadores para ser vendidos do que na formação pessoal do jogador como um todo,o que o Tele fazia muito bem isso aí

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  3. Eu acho que o jogador brasileiro, quando vai para a Europa, acha que é o melhor jogador do mundo, ou pelo menos do seu time. Ao longo dos últimos anos formou-se uma cultura de que os brasileiros são realmente os melhores, e isso subiu à cabeça dos nossos craques, que acham que podem tudo.

    O Robinho, que teve a tutela de ninguém menos que o Atleta do Século, vai saindo de um clube europeu pela portas dos fundos já pela segunda vez!

    Tomara que isso manche a reputação dos nossos jogadores a ponto de aquelas malditas janelas pararem de ser um pesadelo para nós...

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