Crucificar Jobson não é a melhor solução.


Editorial ZDA


Jobson cometeu um grave erro e, por isso, deve pagar. No entanto, mais do que punida, a promessa de craque precisa ser reeducada.

O afastamento inicial de 2 anos imposto pelo STJD já seria tempo o suficiente para que o atleta refletisse sobre seus pecados. Agora, a Procudadoria do contestado tribunal desportivo brasileiro quer dobrar a pena, tornando o que antes era uma punição em um doloroso processo de crucificação do jogador.

Jobson não é uma ingênua vítima apenas. Em que pese aí uma provável falta de estrutrura familiar, o garoto, assim como todo ser humano,goza do chamado livre arbítrio, o sagrado direito de se fazer o que quiser, logicamente, arcando com as devidas consequências.

Contudo, Jobson está longe de ser um bandido, no muitas vezes promíscuo mundo futebolístico das baladas, bebedeiras, Marias Chuteiras e, há que se dizer, também das ditas drogas sociais.

Imaginem vocês como será a vida do salvador botafoguense durante o cárcere profissional. Retrato fiel da maioria dos artistas da bola, provavelmente será mais um a engrossar a fila dos desempregados no Brasil. Mesmo que o Glorioso ou o Brasiliense auxiliem no seu sustento, pensem o pesado baque psicológico de ser tachado como marginal.

Ao tomar postura de Tribunal de Inquisição, o STJD perde a chance de contribuir não só com a recuperação de Jobson, mas também com a luta contra a proliferação das drogas no futebol.

Por que não criar uma campanha tendo o menino como símbolo? Por que não levá-lo a escolinhas de futebol para que conte sua história áqueles que ainda estão começando? Por que não fazê-lo de algum jeito ainda se sentir útil no meio que ama estar?

A cada vez que usava o Crack, o ex-futuro craque se autoflagelava. No frigir dos ovos, considerando-se que a dependência química não traz benefícios à condição atlética, Jobson foi punido por 2 vezes. Sendo assim, o que mais precisa é de orientação! Pensem nisso! Ótimo sábado e um abraço a todos!


Por Roberto Junior


1 comentários:

  1. Fazer isso ao homem, ao cidadão, ao profissional é uma covardia. Claro que deve ser castigado, entretanto privá-lo de exercer a sua profissão durente dois, três ou quatro anos, isso para mim é hipotecar as suas chances de exercer a profissão de futebolista. Provavelmente se fosse uma super-estrela do futebol o "tratamento" seria diferente, enfim!
    Grande abraço.
    Ricardo Fernandes.

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