SANGUE, SUOR E LÁGRIMAS

Nada é fácil para o Fluminense. Foi Emocionante, épico, histórico, não deu na técnica foi na raça! Todos esses clichês do futebol hoje se enquadram perfeitamente ao tricolor das laranjeiras nesse jogo semifinal contra o time do Cerro Portenho.
O Fluminense começou muito mal. Errando passes, entrou de salto alto. Com isso, o time paraguaio se aproveitou da bobeira geral da defesa e abriu o placar aos 6 minutos. Tudo que o adversário queria igualar o placar e ter o jogo todo para poder decidir.
Fluminense pecava nos passes e aquela marcação no campo do adversário não acontecia até entendo, pois o time vem vindo de um mês de decisões e a entrega esta sendo tamanha.
Fluminense voltou um pouco a ser Fluminense só quando a fumaça subiu de campo isso já era 25 minutos. Criou algumas chances como a seqüência de escanteios do Conca, quase teve gol olímpico, depois o Mariano com um belo chute e um calcanhar do menino Dalton. O Flu pressionava, mas me parecia muito afoito querendo decidir o jogo logo. Mariano e Diogo não se entendiam pela direta e Marquinho, pela esquerda afunilava.
No segundo tempo, o time paraguaio quase ampliou, mas Rafael salvou com pé! A partir daí o Flu viu que dava para no mínimo empatar, pois os paraguaios começaram a cansar. O tricolor foi com tudo. Fred perdeu dois, Conca chutou rente a trave. Quando parecia que iríamos para os pênaltis, em uma jogada confusa na área o zagueiro Gum (ele mesmo), sangrando, chutou no canto aos 47 do segundo. Suado e épico empate. Pois premiou o time que mesmo esgotado, por diversas “finais” buscou o jogo e o gol o tempo todo. Ainda deu tempo para mais um gol, o da virada. Na tentativa de abafar o time carioca o cerro veio com todos os jogadores para tentar alguma coisa para estragar a festa tricolor, num chutão do Dalton ele encontra Alan sozinho sem goleiro, que vinha correndo. O atacante dribla e marca a virada do Flu. Estamos na final!
O time se entregou tanto que perdemos o Maicon para o jogo de domingo.
O Cerro Portenho deveria sair preso do maracanã ontem. Pois não tem espírito esportivo e tentou agredir o time tricolor. Depois das pedras no Paraguai, agora foi no braço, pois na bola não deu para eles.
Que torcida maravilhosa! 40 mil no maior do mundo empurrando o time o tempo todo, sem vaias. Linda! Maravilhosa! E não queria ir embora ficou uns 10 a 15 minutos depois do jogo cantando. Majestosa!
Só com ela mesmo que o time poderia pegar essa seqüência de vitorias, a torcida abraçou o time antes do pior e o time entendeu. Por isso, eu acredito que sairemos desse z-4 tão ingrato.


Domingo temos outra “final” e tenho a certeza que continuaremos nessa toada.


Vamos Fluzão! Vamos Ganhar!


EU ACREDITO!

9 comentários:

  1. Parabéns ao Flu!

    A melhor parte foi ver os puliça metendo a borracha nakele bando de meliantes, q baixaram o sarrafo no Flu o jogo todo

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  2. E tudo isso acontecendo com três meses de salários atrasados... Achei que esse tipo de superação e comprometimento sem o dinheiro na conta não existisse mais no futebol brasileiro. Torcendo muito para o Flu permanecer na elite e levantar a taça da Sul-Americana.

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  3. Ei Alice, valeu por ter passado aqui. A fase esta tão boa que arrumaram dinheiro e quitaram as dividas. Eu acredito!

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  4. O time do FLUMINENSE estava "encaixadinho". Não era a hora de jogar fora de casa desfalcado de MAICON, DIGÃO, DIGUINHO...será que GUM vai estar 100%...mas como diria NR "...a vitória dos outros são banais...as do FLUMINENSE são cardiacas..." vamos acreditar nos substitutos (reserva) e nos 3 útimos jogos do brasileiro PASSAR POR CIMA "DELES"...9 pontos....não seremos rebaixados. EU ACREDITO! ST

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  5. Olá meu irmão tricolor Fabiano!! Que jogo foi esse hein?? teve de tudo, os paguaios baixaram o sarrafo, mas no final deu Fluzão. Que raça dos jogadores tricolores, não deixaram de acreditar na vitória um só instante. Apesar do mau começo na partida, o Flu mostrou que tem muita disposição. A lamentar o triste episódio causado por esse bando de paraguaios destemperados, liderados pelos hermanos, mau elementos, que jogam no Cerro Portenho. Só podia dar no que deu, eles nunca irão aprender boas maneiras, jamais saberão perder para os brasileiros. Valeu Fluzão!! Um forte abraço do seu amigo Roberto Cruz!!

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  6. A parte boa é que o Flu vem com ânimo renovadaço pro Brasileirão. A parte ruim é que vem desfalcado de um dos seus principais nomes, o Maicon... pena.

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  7. Cara,eu sou contra violência mas se os caras vierem aqui pra bater tem que descer o sarrafo mesmo

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  8. Fabiano, excelente relato do jogo. Coincidência, nossos títulos das crônicas foram idênticos: Sangue, suor e lágrimas. :)

    Agora, o coração pede a LDU, e a razão pede o River. Seja o que João de Deus quiser.

    ST!
    PC

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  9. Como enfatizava seu sábio treinador, eles eram apenas meninos. No começo da temporada, alguns deles não ficavam sequer no banco de reservas. Eram, por vezes, a terceira ou quarta opção para suprir uma eventual ausência de algum reforço adquirido a peso de ouro. Já no final do campeonato, quando o rebaixamento houvera sido praticamente decretado, foram, como em um passe de mágica, reunidos para tentar salvar a tradicional equipe do atoleiro da segunda divisão.

    No início, alguns resultados adversos pareciam demonstrar que o sopro de juventude que havia se ocupado das cores verde, branco e grená de nada adiantaria. A queda era questão de tempo. Foi aí então que veio o confronto contra um certo Galo das Alterosas. A vitória sobre um dos líderes do certame reacendeu a chama esperança, consolidada, definitivamente, na rodada seguinte, em uma virada espetacular sobre a poderosa Raposa.

    Dali em diante, os outrora guris se transformaram em homens de respeito. O arqueiro, que no início do ano teve sua contratação contestada por todos, tornou-se uma muralha quase intransponível. O lateral-direito. Ah! o lateral-direito. Aquele mesmo que foi vaiado de norte a sul do Brasil, virou destaque da equipe. Na zaga, duas jóias de Xerém e um guerreiro recém-chegado da Macaca campineira - que até com o rosto cortado se recusava a sair de campo-, deram a esperada solidez defensiva. No meio-campo, um ex-alvinegro relembrava seus melhores dias. Após um período marcado por problemas de saúde e polêmicas, ele voltava a demonstrar toda a garra que era sua marca registrada. Na criação das jogadas, destacava-se um pequenino "hermano", que além de habilidoso, mostrava um amor incondicional às três cores que traduzem tradição. Por fim, o ataque. A perfeita união que trouxe de volta para os torcedores uma expressão que guarda boas lembranças: "casal 20". Um deles, já era consagrado. Disputara Copa do Mundo. Entretanto, mesmo com toda fama não esbanjava nobreza. Ai daquele que ousasse a profanar o manto que o vestia. Como um exemplar capitão, postavasse a frente de seu exército para quaisquer que fossem as batalhas. O outro, acabara de sair das fraldas. Comparado a um velocista, empregava sua jovialidade em favor da ressurreição de seu clube do coração.

    Infelizmente, o final desse conto eu não sei lhes dizer. Pode ser que ele tenha sido feliz, ou tal como em um filme triste, os últimos capítulos tenham reservado aos amigos muito choro e lamento. Não importa. Qualquer que seja o fecho reservado pelo destino, os valentes meninos, sem dúvidas, têm seus nomes gravados para sempre na memória de milhões de fanáticos torcedores. Rafael, Mariano, Digão, Dalton e Gum, Marquinho, Diogo, Diguinho e Conca, Fred e Maicon. Esses eram seus nomes. Eles formavam o time que se recusava a perder. Uma boa noite e um abraço a todos!

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