A triste sina dos clubes de prefeitura

Quem é filho, parente ou amigo de políticos ou pessoas ligadas a políticas saberá do assunto que falarei nas próximas linhas. Ter tranqüilidade na vida financeira é muito bom, mas viver em instabilidade, e ter preocupações de 4 em 4 anos é uma coisa muito complicada, não é nada bom. Uma eleição pode mudar a vida, tanto positivamente, quanto negativamente. Mas o que isso tem a ver com futebol? Tudo! Podem ter certeza.

O fraco duelo entre Barueri e Santo André que ocorreu há poucos dias me fez refletir. Primeiro porque me lembrou muito os duelos de Jogos Regionais de que eu tanto assisti, e depois porque esses clubes, que já dependeram das prefeituras de suas respectivas cidades, tem uma vida bem instável.

O Santo André de tempos atrás, campeão da Copa do Brasil de 2004 era bem diferente desse Santo André de hoje. O do passado tinha total apoio financeiro da prefeitura, inclusive o estádio Bruno José Daniel é uma homenagem ao pai do ex-prefeito Celso Daniel assassinado em 2002. Hoje sem apoio, o Ramalhão mal consegue se segurar na série A.

O Barueri também é um time de altos e baixos. Com o apoio da prefeitura, teve uma ascensão incrível, numa velocidade inacreditável. Todos os jogos eram acompanhados pelo prefeito da cidade, Rubens Furlan, que inclusive detinha (e ainda detém) os direitos econômicos de alguns jogadores.

Mas no esforço de se adequar à lei, que proíbe o apoio do Estado a clubes profissionais, o Barueri hoje está dividido em três. Toda a parte de escolinhas, nos mais variados esportes, é mantida pela prefeitura da cidade. Os chamados esportes de alto rendimento formam uma segunda estrutura, habilitada a receber recursos públicos e captar na iniciativa privada. Por fim, o Grêmio Barueri Futebol Ltda., que teve de virar empresa, tem agora suas fontes de recurso de natureza privada.

Nem vou citar o São Caetano, que está na mesma, só que na série B. Mas o certo é que com a lei, certos privilégios dos tais clubes acabaram. Salários atrasados, dívidas e muito mais, agora é ter que encarar a realidade do futebol.

Até a próxima....

Carol Céspedes

5 comentários:

  1. Carol,belo post,e um tema muito bom,também moro no interior e vejo muito isso,não que em minha cidade já houve apoio,pelo contrario,nunca houve,mas no qual concordo,não vejo com bons olhos isso não,o que tem que ter é apoio da comunidade e de seus empresarios,que em Jaú também não acontece,um ou outro abnegado pega o time e tenta alguma coisa,muito pouco,mas ajuda da prefeitura eu condeno,tem prioridades muitos maiores.
    Abs!!!

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  2. O Voltaço tá penando com isso...

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  3. Pelo menos a estrutura existente no Barueri contempla as escolinhas, para dar chance às crianças de praticarem o esporte...

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  4. E por falar em Barueri, bateu o Coritiba lá!

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  5. Carol, vc acredita que meu pai torce contra o S. Caetano até hoje, por causa do lance do Serginho?

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