"SEPULTAR OS MORTOS; CUIDAR DOS VIVOS; FECHAR OS PORTOS"!



Dizem que passado o terremoto de Lisboa, em 1755, o Rei Dom José I, perguntou ao Secretário de Estado do Reino, seu Primeiro-Ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, Primeiro Conde de Oeiras e Marquês de Pombal, uma das figuras mais controversas e carismáticas da História Portuguesa, o que se havia de fazer. Ele respondeu ao Rei: “Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos". Essa resposta simples, franca e direta tem muito a nos ensinar. Muitas vezes temos em nossa vida empresarial, pessoal, e até no futebol, “terremotos” avassaladores como o de Lisboa no século XVIII. A catástrofe é tão grande que muitas vezes perdemos a capacidade de raciocinar de forma simples, objetiva. Esses “terremotos” podem ser de toda ordem: um lote de produtos com defeito que saiu de nossa indústria para o mercado sem que tenhamos detectado a tempo; produtos contaminados que causaram problemas; erros incorrigíveis cometidos por nossos funcionários em relação ao nosso melhor cliente, ou no futebol, resultados inexplicáveis como está acontecendo com o Palmeiras. Todos nós estamos sujeitos a “terremotos” na vida. Quem está competindo sabe que há “falhas geológicas” indetectáveis sob nossos pés e que podem gerar um “tremor” a qualquer instante sem que estejamos preparados.




O Palmeiras está passando pelo seu "terremoto" neste instante. Independente do que aconteça no complemento da rodada, neste final de semana, o time ainda continuará líder, mas as dúvidas começaram a pairar sobre as cabeças dos torcedores. O que está acontecendo com o Palmeiras? O time é ruim? Falta elenco? O técnico é ruim? A comissão técnica é ruim? A diretoria é ruim? Será que é preciso fazer alguma análise tática para chegar à conclusão de que nenhuma das alternativas é verdadeira? Este mesmo time ostentou por 27 rodadas uma defesa que a despeito do que todos diziam, era a melhor do campeonato, e de repente sofre nove gols em quatro jogos! O ataque que era um dos melhores fez apenas dois gols! Mas lembre-se que o Palmeiras ainda é o líder, e o será por esta rodada ainda. Você deve estar se perguntando, o que isto tem a ver, com o terremoto de Lisboa de 1755, e a resposta é simples: Aprender com o passado! O que fazer? Exatamente o disse o Secretário de Estado do Reino, Primeiro-Ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, Primeiro Conde de Oeiras e Marquês de Pombal: “Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”. E o que isso quer dizer para a nossa vida empresarial, pessoal e para o Palmeiras? Que lições nós podemos tirar desse conselho à D. José I?



Sepultar os mortos significa que não adianta ficar reclamando e chorando o passado. É preciso “sepultar” o passado. Colocar o passado debaixo da terra. Isso significa “esquecer” o passado. Pouco ou nada resolve abrirmos uma “sindicância” para descobrir os culpados pelo terremoto. Também não adianta ficarmos discutindo como teria sido se o terremoto não tivesse ocorrido. Ou ainda se Lisboa estivesse situada fora da falha geológica que gerou o terremoto. Enterrar os mortos. E a verdade é que muitas empresas e pessoas têm enorme dificuldade em “enterrar os mortos". Ficam anos e anos em atitude de um eterno velório. Passado o terremoto, lembre-se, a primeira coisa a ser feita é “enterrar os mortos”. Cuidar dos vivos significa que depois de enterrar o passado, temos que cuidar do presente. Cuidar do que ficou vivo. Cuidar do que sobrou. Cuidar do que realmente existe. Fazer o que tiver que ser feito para salvar o que restou do terremoto. Dar foco ao presente só será possível se enterrarmos os mortos, esquecermos o passado. Cuidar dos vivos significa reunir pessoas e bens que sobreviveram ao terremoto e rearranjá-los de forma a servirem para a reconstrução, para o novo. Muitas empresas e pessoas não conseguem dar foco ao presente para “cuidar dos vivos". Vivem o tempo todo na ilusão do que poderia não ter ocorrido. Não conseguem se desligar. Não têm energia para “cuidar dos vivos”.



Fechar os portos significa não deixar as “portas” abertas para que novos problemas possam surgir ou “vir de fora” enquanto estamos cuidando dos vivos e salvando o que restou do terremoto de nossa empresa ou de nossa vida. Significa não permitir que novos problemas nos desviem do “cuidar dos vivos”. Fechar os portos também é necessário porque quando você, está passando por um “terremoto", seus adversários e inimigos sabem de sua fragilidade e possível desesperança. E aí quererão aproveitar-se de sua fraqueza. Se você deixar seus “portos” abertos poderá ter que lutar contra os invasores, vampiros e abutres que virão espreitar a sua desgraça. Feche os portos! Os conselhos do Secretário de Estado do Reino, Primeiro-Ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, Primeiro Conde de Oeiras e Marquês de Pombal à D. José I,  são de uma sabedoria indiscutível. Serviram para a reconstrução de Lisboa em 1755 e servem para nossas empresas e nossas vidas pessoais neste século XXI. É assim que a história nos ensina. Por isso a história é “a mestra da vida". Portanto, quando você ou sua empresa enfrentarem um terremoto, não se esqueça: enterre os mortos, cuide dos vivos e feche os portos! Palmeirense, acredite nesta analogia, que nós podemos ser campeões sim! Continua dependendo apenas de nós mesmos! O momento é de apoiar e acreditar!



FORZA PALESTRA! AQUI É PALMEIRAS!


14 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Que beleza! Parabéns pelo belo texto.Ainda mais com esse ótimo Godri.Outros times também precisam, Fechar os portos,para que não sejam mais contaminados com tantos jogadores medíocres,Sepultar os mortos, desfazer de todas as "tranqueiras" que foram adquiridas. Cuidar dos Vivos.Ter mais atenção a base e aqueles que realmente vestem a camisa com prazer e orgulho. Seu texto é muito bem feito e todas as pessoas que dirigem o futebol deveriam ler.
    22 de Outubro de 2009 10:31

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  3. Belo Ragazza, e vcs vão enterrar o Muricy quando?

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  4. Todos os times passaram por momentos ruins, e os que não passaram, irão passar. O Palmeiras vive o seu, mas no momento mais inoportuno possível! Esta é a quarta vez que dá chance, espero que meu time aproveite desta vez, até porque se não aproveitar, outros irão!!! Ontem tomaram canetas, chapéus, e o gol do Nunes, a la Ronaldinho Gaucho, olhando prá trás......rsrsrs

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  5. Eu não encontro palavras... Acho q essa foto do marcos fala por mim!! Mas a esperança é verde e também a ultima de morre!! Força Palmeiras!!

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  6. Bom dia amigo Rina!! Eu tenho um colega que diz: Quando tudo está ruim é pq está perto de melhorar! Olhando pelo lado positivo da coisa, espero que esse seja o momento do nosso Verdão, que na minha opinião deve estar passando pelo seu inferno astral, ou quem sabe esse inferno astral seja do seu próprio treinador?? Mas como sempre digo: Não há nada como um jogo após o outro! Ainda há tempo para se encontrar a solução do problema. Trocar de treinador, não sei se seria o mais correto nesse momento. Mas alguma coisa tem que ser feita para se reverter essa má fase. Força Verdão!!

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  7. Roberto, como assim"nosso" Verdão ? rsrsrs

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  8. respondo pelo Roberto...rsrrsrs... como assim??...ué nosso verdão nosso Vascão!! rsrrs

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  9. O segredo pra ser campeão é passar pelos momentos ruins na hora certa. O Palmeiras escolheu o fim do campeonato, o que é perigoso... O Fla já teve sua cota de desespero, agora é correr pro abraço!

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  10. Será que ainda vai a tempo de salvar alguém neste terremoto verde??? Está complicado, a pressão começa a apertar e só quem tiver estofo de campeão consiguirá sobreviver a este "sismo".
    Permita-me a correção, quem proferiu a famosa frase:“Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos" foi Sebastião José de Carvalho e Melo, primeiro Conde de Oeiras e Marquês de Pombal que era Secretário de Estado do Reino(primeiro-ministro).
    Grande abraço.
    Ricardo Fernandes.

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  11. Com todo respeito ao amigo acima. Ricardo Fernandes, A frase teve seu inicio em : "Fechar os portos,Sepultar os mortos e cuidar dos vivos."-abraços.

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  12. Texto irreparável, Sr. Rina. Ao que me parece, para cuidar dos vivos e fechar os portos,ainda falta hpmbridade, caráter, e comprometimento a alguns daqueles que empunham o manto alviverde. E não sei se há possibilidade por parte dos mandatários palesstrinos, em mudar este panorama a tempo.

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  13. Como sempre um lindo post escrito pelos meus dois bons amigos, mas ainda não é momento nem de enterrar e nem crucificar ninguém, o Palmeiras infelizmente foi perdendo algumas peças importantes durante o campeonato devido a contusões, convocações e suspensões e alguns jogadores tiveram uma queda grande de rendimento como Edmilson e Clayton Xavier, e nosso elenco não foi bem formado pelo Luxemburgo, mas com tudo isso ainda somos lideres então é a hora de todos se unirem, pois acredito que o Palmeiras vai sim ser o campeão.

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  14. Muito bom o post. Ainda acredito no Palmeiras, se jogar com vontade esse titulo vai pro Palestra.
    Essa é uma fase ruim como todo time tem, teve e vai ter. Deve acabar contra o Goias ou contra o fregues. Espero que acabe contra o Goias pq se não pode ser tarde demais.

    By Felipe

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