ONDE OS FRACOS NÃO TEM VEZ!




A CORAGEM DE QUEIMAR AS NAUS!




Agátocles, Tirano de Siracusa, numa expedição marítima contra Cartago, ao desembarcar, mandou queimar todos os seus próprios navios e marchou contra Cartago, cujos habitantes, derrotou. Fez isso para anular – para si próprio e aos seus comandados – quaisquer possibilidade de fuga ou de voltar atrás. Sem os navios, seria impossível recuar.


“Queimar as Naus” significa, pois, ir em frente, sem sequer poder pensar na possibilidade de voltar ou desistir. Há vários exemplos na história, de comandantes valorosos que fizeram a mesma coisa. Dizem que os Vikings faziam o mesmo – ao chegar num porto para invadir um território e conquistá-lo – queimavam seus navios para impedir qualquer possibilidade de recuo. “Queimar as Naus” significa, pois, vencer ou vencer!



O que esta história pode nos ensinar para este momento delicado que atravessa o Palmeiras?




Muitas vezes os clubes começam um projeto; entramos numa nova empreitada; planejamos disputar um determinado campeonato; fazemos uma mudança forte em toda a estrutura, mas ficamos pensando no passado. Ficamos sempre com a dúvida se deveríamos ou não ter feito o que fizemos ou tomado a decisão que tomamos. Estamos sempre com um pé no cais e um pé no navio. Será que não vale à pena recuar? Não terá sido uma loucura esta decisão?




E aí, se os navios estiverem no porto a nos esperar, é muito provável que tenhamos a tentação – mais confortável e segura – de voltar, de recuar. Mas se queimarmos os navios (do passado), não teremos como recuar. Não haverá navios a nos esperar. Teremos que caminhar, ir em frente, acreditar, lutar, vencer!


Assim, quando você tomar uma decisão, pense bem antes e uma vez tomada, queime as naus, ou seja, não pense mais no passado e vá em frente! No Palmeiras, ou em qualquer outro clube, quando montamos um novo time, quando mudamos a comissão técnica ou quando planejamos o futuro do clube, temos que fazer absolutamente tudo para que tudo dê certo. Se ficarmos pensando na possibilidade de recuar, jamais empreenderemos o esforço total para vencer os desafios que por certo surgirão à nossa frente.


É a mesma coisa na vida pessoal. Um funcionário que foi transferido para uma nova função em local diferente terá muitas dificuldades a enfrentar até que a total adaptação ocorra. Filhos, esposa, escolas, etc. tudo mudará. Se esse (a) funcionário (a) não “queimar as naus” ficará o tempo todo reclamando e lembrando os bons tempos do lugar onde morava e vivia. O mesmo vale para os jogadores, que são funcionários do clube e precisam entender a importância do momento.




Assim, para vencer é preciso ter a coragem de “queimar as naus”.








FORZA PALESTRA! AQUI É PALMEIRAS!




"SEPULTAR OS MORTOS; CUIDAR DOS VIVOS; FECHAR OS PORTOS"




APÊNDICE HISTÓRICO


(Para meu amigo Ricardo Fernandes)



Algumas considerações históricas sobre o terremoto de Portugal de 1755. O desastre se abateu sobre Portugal na manhã de 1º de Novembro, Dia de Todos os Santos, de 1755. Nesta data, Lisboa foi abalada por um violento tremor de terra, com uma amplitude que em tempos atuais é estimada em nove pontos, na Escala Richter. A cidade foi devastada pelo tremor de terra, pelo maremoto (um tsunami) e ainda pelos incêndios que se seguiram. A família real escapou ilesa à catástrofe. O Rei D. José I e a corte tinham deixado a cidade depois de assistir a uma missa ao amanhecer, encontrando-se em Santa Maria de Belém, nos arredores de Lisboa, na altura do sismo. A ausência do rei na capital deveu-se à vontade das princesas de passar o feriado fora da cidade. Depois da catástrofe, D. José I ganhou uma fobia a recintos fechados e viveu o resto da sua vida num complexo luxuoso de tendas no Alto da Ajuda, denominado como Real Barraca da Ajuda, em Lisboa.


Sebastião José de Carvalho e Melo sobreviveu por sorte, mas não se impressionou. Imediatamente tratou da reconstrução da cidade, de acordo com a famosa frase: “Enterrar os mortos; cuidar dos vivos; fechar os portos”. Secretário de Estado do Reino, Primeiro-Ministro, o Marquês de Pombal governou com mão-de-ferro, impondo a lei a todas as classes, desde os mais pobres até a alta nobreza. Imediatamente tratou da reconstrução da cidade, e, apesar da calamidade, Lisboa não foi afetada por epidemias e menos de um ano depois já se encontrava parcialmente reconstruída. Sebastião de Melo fez uma importante contribuição para a sismologia, elaborando questões práticas que permitiram aos cientistas portugueses a reconstrução do evento e marcaram o nascimento da sismologia enquanto ciência. Quanto à frase atribuída ao Marquês de Pombal, existem outras versões como: “Enterram-se os mortos e alimentam-se os vivos” ou “Enterram-se os mortos e cuidam-se dos vivos”, mas todos os diálogos são considerados apócrifos.


Outra versão, dá o crédito da famosa frase ao Marquês de Alorna, título criado por D. João V de Portugal, a favor de D. Pedro Miguel de Almeida, 3º Conde de Assumar e , desde 1748, Marquês de Castelo Novo. Enquanto este último título foi concedido em vida, o de Marquês de Alorna é de juro e herdade. D. Pedro Miguel era um afamado nobre e militar, foi General, Governador da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro no Brasil e, mais tarde, um próspero Vice-Rei e Governador da Índia. Meu querido amigo Ricardo Fernandes fez algumas observações providenciais a este respeito, e apesar de existir uma divergência nos relatos históricos, de fato, prevalece com mais força, a versão apresentada pelo nosso amigo, que em reconhecimento à sua observação, prontamente alterei os créditos da frase em meu texto, no Post original. Obrigado, Ricardo Fernandes, pela sua contribuição histórica e pelo senso apurado. Espero poder contar sempre com estas contribuições em meus Posts, para que eles sempre sejam verossímeis e fiéis à história.


RINA

8 comentários:

  1. Genial, Rina-Homero!

    Mas espero que a batalha de hoje entre as duas legiões verdes termine sem vencedores.

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  2. Pois é. Tomar a decisão e não pensar mais em nada. Não rebuscar coisas do passado. Comprometer-se com o presente. É isso que fico com a pulga atrás da orelha. Não vejo no Muriçoca nenhuma identificação com o Palmeiras. Ele parece distante da sua tripulação. Sei lá, não quero ser trágico,mas acho que essa Nau vai queimar e afundar, com o comandante e tripulantes dentro.

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  3. Rina. Situação impensável, há poucas rodadas atrás, hein. Hoje, é vencer ou vencer. Acho que esse campeonato está ficando insuportável. Abraço!

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  4. Caro amigo Rina, nunca foi ou será meu intuito corrigir meus amigos e colunistas do nosso blog zona do agrião, pretendo somente ajudar e fazer realmente parte desta equipe de "craques" com a minha humilde prestação junto a todos os colegas. Tento ler quase todos os posts e comentar diplomáticamente desde que perceba o mínino do assunto postado, mesmo que muitas vezes tenha idéias divergentes dos colegas, embora aceite todas opiniões e as respeite. No referido caso postado por ti sobre o terremoto de Lisboa, como resido em Portugal e o "personagem histórico" de Marquês de Pombal é muito querido aqui neste país, inclusive com uma das principais praças e monumentos de Lisboa com o seu nome e estátua e onde as torcidas dos clubes da capital e da seleção comemoram seus triunfos desportivos, tentei contribuir com a respectiva consideração e comentário. Agradeço sinceramente a observação postada relacionando o meu nome e apresso-me a dizer que estou sempre disposto à ajudar e contribuir contigo e/ou junto aos colegas para o sucesso do "nosso" blog.
    Grande abraço.
    Ricardo Fernandes.

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  5. Agora falando do futebol, espero que o Palmeiras e sua Nau volte a navegar em águas tranquilas e renove as verdadeiras qualidades como equipe para lutar pelo título brasileiro de 2009. Agora serão poucas rodadas para o final do campeonato, me parece que a disputa se afunilou a três concorrentes, a pressão será enorme e os "marinheiros" precisarão conviver com as ondas e intempéries que aparecerão. Muito importante neste momento será também um excelente "timoneiro" ao leme para chegar bem ao destino final e com toda a certeza o Palmeiras o tem, aliás provavelmente terá o melhor. Força ao Palmeiras, força a todas as Naus, pois quem está longe como eu, adora ver uma competição bem disputada e que vença o melhor! em campo.
    Grande abraço.
    Ricardo Fernandes.

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  6. Rina corre em meu sangue a Palestrinidade.. e ele borbulha quando meus olhos vêem algo maravilhoso, sempre referente a paixão de ser alviverde imponente.. só nos sabemos o q é isso, o q é sentir isso... Obrigada por ferver o meu sangue verde!! Adoro vc!! bjos enormes e mais uma vez OBRIGADA!! aos demais sinto por não poder saber o que é isso..

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  7. Wanessa. cuidado prá não ferver de Raiva depois. kkk

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  8. nilson cada um sabe a dor e a delicia de ser o q é!! nao se preocupe!! rsrrs

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