Memórias do Brasil.


Infelizmente, não tive o privilégio de ver o grande José Carlos Pace em ação. Nascido em 06 de outubro de 1944, o "Moco", como era carinhosamente conhecido, faleceu precocemente aos 32 anos em um terrível acidente de avião próximo a região de Mairiporã-SP. Durante sua breve passagem pela Fórmula 1, entre 1972 e 1977 (72 largadas no total), Pace conseguiu bons números, levando-se em consideração a pouca qualidade dos carros que teve a sua disposição (March, Surtees e Brabham): nesse período foram 58 pontos marcados, 6 pódios, 5 voltas mais rápidas e 1 vitória, justamente em um GP do Brasil, o disputado no ano de 1975. Há quem diga que caso não tivesse a carreira brutalmente interrompida por uma fatalidade, o paulistano poderia ter alcançado o patamar das grandes feras da História do automobilismo nacional, os sempre lembrados Ayrton Senna, Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi.

Passeando hoje por blogs e sites relacionados à Fórmula 1, verifiquei que nenhum deles fazia uma mera referência à data tão especial. Tudo bem que o Mundial de 2009 está no seu clímax e o caso "Cingapuragate" ainda desperta a atenção de todos, mas, indiscutivelmente, o aniversário de um dos precursores do automobilismo nacional merecia pelo menos algumas linhas de destaque na mídia.

Dessa forma então, com o intuito de prestar uma singela homenagem àquele que seria o 65º aniversário do "Moco", gostaria de convidar os amigos do Zona do Agrião a retornarem comigo ao ano de 1975. O cenário? O mesmo Interlagos, de onde Jenson Button poderá sair consagrado no próximo dia 18. Os coadjuvantes? Feras do calibre de Niki Lauda, Clay Regazzoni, Emerson Fittipaldi e Mario Andretti. O artista principal? um certo José Carlos Pace em sua primeira e única vitória na categoria máxima do automobilismo mundial!.Abraços!





Por Roberto Junior

6 comentários:

  1. Uma única vitória, e tinha mesmo que ser no Brasil. E ainda fazendo dobradinha com o Emerson! Sensacional!

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  2. Recordar é viver, não podemos esquecer quem fez parte da história do automobilismo, simplesmente porque morreu. Parabéns pelo texto amigo Roberto. Bjin

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  3. Lembro-me razoavelmente de José Carlos Pace, pois eu tinha 8 anos e começava a gostar das "baratinhas" da Fórmula 1, outros tempos!!! Começei a seguir as corridas, principalmente quando surgiu a Escuderia Brasileira, pois, exactamente! o Brasil já teve uma Escuderia na F1, era a famosa Copersucar Fittipaldi dos irmãos Fittipaldi, mas infelizmente durou pouco, não havia apoios e fechou as portas. Mas o bichinho da Fórmula 1 já estava no meu sangue e surgiu logo de seguida o nosso Nélson (tri)Piquet e logo apareceram outros de carona: Serra, Boesel, Cristian Fittipaldi e surgindo o mais sensacional dos pilotos, o fora-de-série, O Srº Ayrton Senna e foi o que se viu. Infelizmente deixei de acompanhar o esporte depois do seu malogrado desaparecimento.
    Gostei muito de ver esta postagem e reviver flashes da minha infância e juventude acompanhando este esporte que era tão apaixonante. Pelo menos ainda possuo excelentes recordações da F1, sem esses bunda-moles (permita-me a expressão) e essas maracutaias que envolve esse mundo lamacento e de odor duvidoso.
    Grande abraço.
    Ricardo Fernandes.

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  4. Amigos, muito obrigado pela presença de voces nesse espaço! Abraço!

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  5. Grande lembrança RJ, O cara com uma vitória é mais ídolo do que o borra botas !!! rsrs Abraço !

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  6. Eu vi também ele correr, mas confesso
    que não me lembro bem...

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