A MAIOR VITÓRIA DA HISTÓRIA DA FÓRMULA – 1



Em toda a minha vida, no esporte, só tive uma paixão que pudesse superar a que eu sinto pelo Palmeiras. Uma paixão que se restringe a um nome apenas: AYRTON SENNA. De todos os esportistas que vi, nenhum jamais superou o carisma e a energia que envolve a emblemática história deste piloto, que escreveu seu nome entre os maiores de todos os tempos. Não são somente os números que constroem uma carreira vencedora. Por trás dos grandes vencedores, existe uma história, uma trajetória e principalmente o ser humano que a torna pulsante. Na Fórmula 1, encontramos nomes que marcaram época e se tornaram uma verdadeira legenda na categoria. O pentacampeão Juan Manuel Fangio; o eterno vice Stirling Moss; o escocês voador Jim Clark; o nosso pioneiro Emerson Fittipaldi (“RATO” para os brasileiros e “EMMO” para os americanos); o tetracampeão Alain Prost; os tricampeões Jack Brabham, Jack Stewart, Niki Lauda e Nelson Piquet; e claro, o heptacampeão Michael Schumacher; que a todos supera nos números, mas nem a todos na genialidade. Ayrton Senna pode ser a síntese de todos os seus antecessores, e unanimidade entre quase todos, como já haviam dito Juan Manuel Fangio, Jackie Stewart, Niki Lauda, seu maior rival Alain Prost e seu desafeto Nelson Piquet. Ídolo de Michael Schumacher, não conseguiu reproduzir neste, aspectos dignos de caráter e integridade.


Em pé: James Hunt, Jackie Stewart e Dennis Hulme. Sentados: Nelson Piquet, Juan Manuel Fangio, Ayrton Senna e Jack Brabham. Nada menos que 19 títulos mundiais reunidos, todas as gerações da história da categoria representadas.

GP DO BRASIL DE 1991: O GP DA DOR E DA SUPERAÇÃO



Senna já era bicampeão mundial (1988 e 1990), e ainda não havia vencido em casa. A vitória era um objetivo fixo do campeão. As Williams, pilotadas por Nigel Mansell e Ricardo Patrese eram mais rápidas, impulsionadas pelos motores Renault, que começavam a despontar como concorrentes sérios aos até então imbatíveis Honda que equipavam a McLaren de Senna. A disputa pela pole position foi um prenúncio do que seria a prova. Senna conseguiu a pole na última volta, marcando 1m16s392, contra 1m16s775 de Patrese. A corrida começou com Senna na liderança e Mansell em segundo. Os pit-stops seriam determinantes. O da McLaren foi perfeito, assim como o da Williams. Mas Mansell com um pneu avariado teve que fazer uma segunda parada, o que deu a Senna alguns segundos de vantagem sobre Patrese, que assumiu a segunda colocação.



Neste momento, os problemas mecânicos começaram a aparecer no carro do brasileiro. Primeiro Senna perdeu a quarta marcha, tendo assim, que passar da terceira, direto para a quinta. Depois, nenhuma marcha funcionava sem que o piloto brasileiro tivesse que segurar a alavanca de marchas para que ela permanecesse engatada. Senna teve que segurar a alavanca de câmbio com a mão direita e pilotar com a esquerda. Respirou fundo e aí rezou "vai dar, vai dar". Percorreu mais duas voltas e quando viu a placa a notícia não era boa “+ 4-L3”. Tinha perdido três segundos para Patrese. Com isso Senna não olhou mais para a placa e desligou o rádio. Mas, subitamente, a sete voltas do final, Senna passou a perder sete segundos por volta, já que nenhuma marcha mais entrava. O brasileiro, desesperado, tentou engatar a sexta marcha e, por pura sorte, ela entrou. Foi aí que Senna percebeu que teria que terminar o GP Brasil de 1991 com apenas uma marcha, a sexta, enquanto a Williams de Patrese se aproximava velozmente.



O italiano, informado que Senna tinha problemas, tentou aproximar-se, mas seu carro também não estava em condições ideais. Ele tirava de dois a três segundos por volta, mas isso não era o suficiente para chegar em condições de ultrapassar Senna. Faltando duas voltas para o final, começou a chover em Interlagos, o que acabou decidindo a corrida. Patrese preferiu não se arriscar e tratou de garantir o segundo lugar. Mas Senna não sabia disso, e, com um esforço imenso, levou o carro à bandeirada de chegada. Após cruzar a linha final, Senna permaneceu no carro, exaurido, sem forças para sair. Depois, auxiliado, entrou em um carro da organização e foi para os boxes. No pódio ficou evidente seu esforço para obter a vitória. Ele mal conseguiu levantar o troféu, precisando da ajuda de Ron Dennis, para delírio da torcida.



“Se esse era o preço de ganhar no Brasil, foi barato. Valeu!” (Ayrton Senna)



4 comentários:

  1. O Senna é inesquecível. É um dos melhores pilotos que já vi na minha vida.

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  2. Essa corrida da 91 é uma das primeiras que eu me lembro... foi aí que começou a paixão pela F1.

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  3. o maior campeao de todos!! e um heroi morto.. q saudades!! agora ficamos em segundo pelo segundo ano ...tragico para o Brasil q estava acostumado a ver a bandeirinha nas maos do piloto q chega em primeiro... =/

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  4. Sem palavras para adicionar, esse realmente era iluminado, quantas alegrias nos proporcionou ao longo dos anos que competiu na F-1. Grande abraço.

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