Futebol Feminino em Portugal

Como referido anteriormente, mais um assunto/postagem do futebol feminino em Portugal e ainda os resultado da 3ª rodada do Campeonato da 1ª divisão e a tabela classificativa:

Profissionalismo no feminino com condições iguais e salários bem diferentes

Dentro das quatro linhas as regras são idênticas, fora de campo as condições de treino semelhantes, a diferença entre os profissionais portugueses de futebol masculino e feminino está, claro, no número de praticantes, mas sobretudo nos salários incomparáveis.
Em Portugal, no mundo do futebol feminino existe ainda um patamar mais abaixo, o das amadoras, que disputam o campeonato nacional da modalidade e que juntamente com várias profissionais, representam a selecção portuguesa, orientada por Mónica Jorge.
Edite Fernandes, uma das oito "estrangeiras" da selecção, garante que no Atlético de Madrid tem condições semelhantes aos jogadores da equipa masculina, mas admite que há pontos incomparáveis.
"Temos as mesmas condições que os masculinos, só em termos monetários a comparação é irrisória", admite, reforçando: "Não vamos comparar os salários do futebol masculino com o feminino, porque eles mexem com milhões", afirma a jogadora.
Edite Fernandes diz que não não ganha bem, nem ganha mal, mas admite que houve razões para emigrar. "Não iria sair do meu país por qualquer coisa", justificou.
Com 29 anos, Edite, que já representou clubes de outros países, garante ter sido a primeira jogadora portuguesa a "ter empresária" e já sabe o que quer fazer quando "pendurar as chuteiras": "Faço questão de um dia mais tarde poder vir a ser agente FIFA".
A mudança para o estrangeiro alterou por completo a vida de Sónia Matias, que classifica a ida para o Prainsa Zaragoza, de Espanha, como "um risco mais ou menos calculado", que só aceitou "depois de vários convites".
"Mudou tudo, cá em Portugal trabalhava, tinha a minha família. Arrisquei ir para Espanha, sem ter ideia de nada e agora só jogo futebol", diz a jogadora, de 26 anos.
A defesa esquerda da selecção portuguesa lamenta que a modalidade seja pouco reconhecida em Portugal: "Aqui ninguém nos reconhece tanto. Indo para fora, é-nos dada outra atenção e o futebol feminino acaba por ser visto de outra maneira".
Ao contrário de Sónia e Edite, que só jogam futebol, Carla Couto, que alinha no octocampeão português, 1º de Dezembro - uma das 10 equipas que compete no campeonato nacional - só treina em horário pós-laboral e admite que em Portugal a profissionalização "é impossível, devido à falta de estruturas".
"As que jogam no estrangeiro fazem do futebol a sua profissão. Eu não. Tenho o meu trabalho e treino em pós-laboral, o que é completamente diferente", admite a futebolista, que já alinhou como profissional num clube chinês.
Para Kimberly Brandão, uma luso-descendente de 25 anos que alinha como defesa central no Buffalo Flash, dos Estados Unidos, o futebol é também uma profissão e uma forma de ligação a Portugal, depois de em 2007 ter representado pela primeira vez a seleção portuguesa.
Além de jogar futebol como profissional, Kimberly, irmã de uma Lissete, também internacional portuguesa, é "apenas professora de futebol".
As quatro jogadoras reconhecem que a inclusão de profissionais na selecção portuguesa "é uma mais-valia", opinião partilhada pela seleccionadora Mónica Jorge, que chegou ao comando técnico da equipa depois de ter sido adjunta de Nuno Cristóvão e José Augusto.
"Elas (as profissionais) treinam todos os dias e têm uma qualidade de treino um pouco superior ao que, infelizmente, se tem no nosso país", afirma Mónica Jorge, considerando que a convivência entre amadoras e profissionais "é salutar".
"Quando se convoca jogadoras com nível mais elevado faz com que o treino seja um pouco mais exigente para quem vem só do campeonato português e também provoca uma melhoria nas capacidades das outras jogadoras. Há uma boa combinação consegue-se rentabilizar os dois patamares", acrescenta.
Mónica Jorge reconhece que o apuramento para o Mundial de futebol feminino que se disputa em 2011 na Alemanha "não é fácil", mas garante que a equipa "vai fazer o seu melhor e tentar ir o mais longe possível".
"Fonte: O Jogo"

Resultados da 3ª rodada: 1º Dezembro 1x0 Murtoense; Clube de Albergaria 0x2 Escola; Ponte Frielas 0x7 Oliveirense; Casa P. Martim 0x1 Boavista; UR Cadima 2x2 Leixões.

Classificação:

1º - 1º Dezembro - 9 pontos

2º - Escola - 9 pontos

3º - Oliveirense - 6 pontos

4º - Clube de Albergaria - 6 pontos

5º - UR Cadima - 4 pontos

6º - Leixões - 4 pontos

7º - Murtoense - 3 pontos

8º - Boavista - 3 pontos

9º - Casa Povo Martim - 0 ponto

10º - Ponte Frielas - 0 ponto
Cá estou,
Ricardo Fernandes.

6 comentários:

  1. A realidade do futebol , tanto feminino como masculino é essa. Baixos salários e muita luta para sobreviver. A foto ficou muito engraçada, parece um time de anãs e gordinhas.rsrs Abs!!

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  2. E olha o Oliveirense brigando pelas cabeças!

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  3. Valeu Rafs pela torcida. Ó Deco, não sacaneia a equipe da minha filha, pô!!!!!!!!!rsrsrs. Gostava de ti ver jogar 20 minutos que fosse contra elas, nem cheiravas a bola!!!!!!!rsrsrs. Obrigado e abraços, amigos.
    Ricardo Fernandes.

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  4. Mas que você adora deixar a gente
    (mulheres) gordas nas fotos que posta....
    Dá-lhe Kaká!!!!!!!!!!!!

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  5. A realidade do futebol , tanto feminino como masculino é essa. Baixos salários e muita luta para sobreviver. A foto ficou muito engraçada, parece um time de anãs e gordinhas.(2)

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  6. Nao tem anas e gordinhas! até porque eu estou lá e nao sou anã e muito menos gordinha!!!!! :D:D

    kaká

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